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Caso Carrefour: delegada diz que não houve racismo, mas a Globo insiste na tese de “crime racial”

De acordo com a delegada Roberta Bertoldo, que está à frente das investigações acerca do “caso Carrefour”, não existem indícios de motivação racial na morte de João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto. No entanto, vários grupos, Como é o caso da Rede Globo, insistem na tese de que o assassinato da vítima foi motivado por questão racial.

O Fantástico — um dos principais programa da Globo — apresentado ontem (22), domingo, dedicou mais de 30 minutos para abordar o assunto. Um boa parcela desse tempo foi usado para induzir aos telespectadores a acreditar que Beto só foi brutalmente assassinado porque era “negro”, apenas por isso. Mas o que houve realmente?

Como mostrado ontem por imagens divulgadas pelo programa global, a vítima teve um pequeno desentendimento com uma funcionária que estava próxima ao caixa, uma “mulher negra”. De acordo com a versão dos profissionais do estabelecimento, a mulher teria sido ameaçada por Beto. Mas na versão da esposa do Beto, ele apenas teria brincado com ela. Não obstante, as imagens mostram a funcionária se refugiando atrás de um móvel, quando a vítima caminha até ela e faz um gesto.

A vítima tinha um extenso histórico de passagens pela polícia, com a principal delas sendo de violência doméstica contra a sua ex-mulher, além de coisas como porte ilegal de arma, o que demonstra um perfil violento.

Neste momento, um dos seguranças da loja se aproxima do local — algo de praxe na área da segurança em situações como essa. Poucos momentos depois, uma fiscal vestida de branco se aproxima de Beto, com quem parece conversar. Logo em seguida, ele segue para saída do estabelecimento, sendo escoltado de perto por dois seguranças. Ao chegar na saída do supermercado, como mostra as imagens, Beto começa uma briga com os seguranças após dar um soco em um deles.

De forma desproporcional, como já foi dito pela delegada, os seguranças revidam a agressão, o que resulta na morte de Beto.

Em momento algum, nota-se qualquer ofensa ou agressão física por conta da cor da pele da vítima. Não se verifica qualquer elemento nesse sentindo. O próprio especialista convidado pelo programa para explicar o motivo racial por trás do crime, o advogado Fabiano Machado da Rosa, não especificou quais elementos caracterizariam o crime como racismo. Ele apenas disse que houve uma clara motivação “racista na conduta” dos seguranças, sem qualquer especificação, o que abre margem para interpretações divergentes.

Obs: Esse artigo não tem como intenção eximir os seguranças de suas responsabilidade no que ocorreu, mas apenas mostrar que a classificação de crime racial, como a Globo e outros grupos estão tentando estabelecer, é muito dúbia.

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