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Secretário de Doria defende volta obrigatória dos alunos às escolas

Rossieli Soraes disse que há um “massacre educacional” de crianças e jovens por causa da pandemia

Rossieli Soares

Em primeiro plano, o secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares | Foto: Governo do Estado de São Paulo

As escolas no Estado de São Paulo fecharam as portas em 23 de março e, neste momento, apenas 1800 das cerca de 5 mil unidades estaduais estão com atividades presenciais. A volta, por enquanto, é voluntária.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 21, Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, defendeu a retomada e garantiu que “hoje a ciência mostra que o espaço escolar é seguro”.

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O secretário de Doria disse que há um “massacre educacional” de crianças e jovens por causa da pandemia. Ele também afirmou que professores da rede estadual serão convocados para o retorno presencial em 2021.

Na semana passada, Rossieli conseguiu mudar o decreto estadual garantindo que as escolas permaneçam abertas até na fase vermelha, a mais crítica da pandemia, como fizeram países europeus.

“Temos que ter clareza que ficar esse tempo sem escola pode causar um prejuízo para o resto da vida”, declarou ao Estadão.

O filho de Rossieli foi diagnosticado com depressão depois de um tempo longe da escola. Em julho, o próprio secretário ficou 16 dias internado – alguns deles na UTI – com covid.

Ele defende uma norma estadual com a obrigatoriedade da volta para escolas e alunos. Pais da rede pública e particular seriam então responsabilizados ao não levarem seus filhos para aulas presenciais em 2021.

“O que é essencial para a nossa sociedade não tem que fechar. Professor, funcionário da educação tem papel fundamental, precisa ser valorizado e observar cada vez mais que é fundamental para o desenvolvimento da sociedade”.

Perguntado sobre quando acredita que será possível voltar a ter todos os alunos nas escolas todos os dias, Rossieli Soares aproveitou para criticar o governo federal.

“Espero que o mais breve possível. Infelizmente o governo federal não está organizado minimamente para disponibilizar a vacina, então acho que no primeiro semestre teremos rodízio. E na metade do segundo semestre para frente, podemos ter todos os nossos alunos”

O secretário garantiu que não será possível recuperar tudo que foi perdido em 2020. “Estou muito preocupado em como recuperar ao máximo as perdas, mas não se vai recuperar tudo”.

Sindicato reabre clube de férias

Mesmo tendo posicionamento contrário à reabertura das escolas, o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação de São Paulo (Afuse) decidiu reabrir sua colônia de rias ainda neste ano.

A entidade vinculada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende, no entanto, que não retornar às atividades presenciais em 2020 significa preservar a vida dos profissionais de educação.

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