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Documentos mostram que TSE foi alertado para problemas de TI e falta de testes em totalização de votos

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Relatórios internos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obtidos pela Folha de S. Paulo, mostram que o TSE foi alertado sobre possíveis problemas no sistema de tecnologia da informação e para a falta de testes no sistema da totalização de votos.

Segundo o jornal, dez problemas no desenvolvimento e manutenção de softwares da Justiça Eleitoral foram listados por uma auditoria da Secretaria de Controle Interno do TSE.

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A entrega de versão de software sem tempo hábil para testes, poucos interessados no desenvolvimento do sistema, falta de funcionários especializados e dificuldades em encontrar dados e informações são alguns dos problemas listados.

A comissão do TSE para analisar o processo eletrônico do pleito recomendou uma testagem do sistema de totalização de votos, mas a sugestão não foi acatada, segundo a Folha.

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O primeiro turno das eleições municipais foi marcado por uma série de falhas tecnológicas e ocorreu um atraso inédito na divulgação dos resultados.

Técnicos do TSE passaram a semana testando o sistema para que as falhas não voltem a se repetir no segundo turno, que acontece neste domingo (29). A contagem, que antes era feita nos Tribunais Regionais Eleitorais, passou a ser centralizada em Brasília, o que gerou o atraso.

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A Corte, que tem Luís Roberto Barroso como presidente, afirmou que “na medida em que reduz a quantidade de equipamentos e de softwares necessários para a realização desse procedimento” a segurança no processo seria ampliada.

A comissão avaliadora do Teste Público de Segurança (TPS) de 2019 produziu um relatório final em que chamava atenção de que o TSE não atendeu à recomendação de que os testes deveriam abranger os sistemas de totalização, operado por tecnologia fornecida pela empresa Oracle, e biometria.

Representantes do TSE, MPF, Congresso, OAB, Polícia Federal e acadêmicos compõem a comissão de dez integrantes.

De acordo com os documentos, o TSE respondeu a comissão alegando que a sugestão não tinha como ser aplicada, “haja vista que o sistema RecBU (Sistema Recebedor de Boletim de Urna) estava sendo reescrito para as eleições de 2020 e que só estaria disponível para o TPS 2021″.

O tribunal informou também à reportagem da Folha que os trabalhos de centralização da totalização dos votos das eleições [de 2020] impediram a reescrita do referido sistema [RecBU] na linguagem Java, permanecendo em linguagem PL/SQL.

O TSE ainda disse que para que o sistema de totalização “participe futuramente dos testes públicos de segurança, será necessário desenvolver uma solução que permita submeter sistemas na linguagem de programação adotada ao TPS”.

Segundo o TSE, a centralização causou alterações nas rotinas do sistema de totalização.

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