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Paulo de Tarso: Qual foi a sua principal pregação? Fé, Amor e Esperança

Paulo de Tarso sem dúvidas foi o maior pregador sobre Jesus Cristo, quando analisamos sua mensagem, percebemos que tinha algo que ele mencionava todas as vezes.

Quando Paulo enviava uma carta, ainda na sua saudação inicial ele trazia algo que jamais pode ser esquecido, e vamos falar no estudo de hoje.

Para começar a entender sobre o assunto, nosso estudo está baseado em Colossenses 1.3-5:

Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos, por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho

O escritor dessa epístola é
Paulo, destinada aos “santos” que habitavam em colossenses.

O propósito principal de Paulo ao
escrever essa epístola é mostrar a singularidade da fé cristã e seu
inevitável conflito com todos os outros sistemas religiosos e filosofias
humanas.

A singularidade prende-se a
pessoa de Cristo, ele (Paulo) refutou todos aqueles que desejavam acrescentar
outra exigência a salvação, senão Cristo.

Ele cumpre seu objetivo:

  • Declarando que a plenitude divina habita em
    Jesus Cristo (Colossenses 1.19)
  • Que todos os tesouros da sabedoria e da ciência
    estão nele e são por ele (Colossenses
    2.3)
  • Que a perfeição se dá somente em união com Ele (Colossenses 2.10)

Os textos que lemos (Colossenses 1.3-5) se trata apenas da introdução dessa epístola (Saudações iniciais).

Contudo, apesar de estar nas
saudações iniciais, são coisas que devemos nos atentar pois:

  • Se trata de uma qualidade do povo de colossos,
    mas, não só de colossos, era uma qualidade também da igreja primitiva (1 Tessalonicenses 1.3)
  • Paulo escuta a respeito disso de tanto que
    chamava a atenção. (Colossenses 1.4)

Colossenses 1.4-5, temos aqui o
que chamamos de trilogia Paulina das Graças Cristãs.

  • Fé, amor (caridade) e esperança.
  • São elementos interligados e sincronizados de um
    todo.

É frequente Paulo unir essas três
graças. Aqui, elas estão na ordem da importância lógica.

A fé em Cristo Jesus é o começo
do amor para com ele e para com todos os santos. A fé e o amor brotam da
esperança.

O que
realmente chama atenção ao estudar esses versículos é que cada uma dessa
trilogia Paulina das graças Cristãs, tem a sua própria esfera de atividade. É
exatamente sobre isso que quero entrar mais a fundo nessa mensagem.

A fé: opera na atmosfera do divino.

Não é possível relacionar fé, sem
pensar no divino. Isto é, aquilo que é proveniente de Deus.

Gosto de dizer que o maior e
melhor significado de fé, se encontra nas próprias Sagradas Escrituras: Ora, a fé é o firme fundamento das coisas
que se esperam e a prova das coisas que se não veem (Hebreus 11.1)

Quando falamos de fé, estamos até
mencionando um assunto comum de nossos dias, é frequente se escutar:

  • Eu tenho fé que Jesus pode curar. Mas cadê a
    cura?
  • Eu tenho fé que Jesus pode abrir uma porta de
    emprego. Mas cadê a porta aberta?
  • Eu tenho fé que Jesus pode salvar. Mas cadê a
    salvação?

Contudo, diante de tanto se falar
sobre fé e os poucos resultados que muitas das vezes vemos, a pergunta que fica
é: Será que realmente tenho uma vida
de fé?

Ora, vejamos. Se eu quero algo,
preciso me dispor a pagar o preço pelo algo que quero e se preciso ou pretendo chegar
a algum lugar, tenho que tomar o caminho, preciso iniciar a viagem.

Para se chegar a algum lugar,
caminhando na estrada da fé, não posso deixar a incerteza andar ao meu lado.

Tiago, irmão de Jesus quando
escreve sua epístola diz: “E, se algum
de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos da liberalmente e não
o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando.”
(Tiago 1.5-6)

Parece contraditório ou até obvio
demais, ela diz para pedir com fé, mas sem duvidar. A verdade é que a fé é um
princípio ativo, que precisa operar acima da dúvida.

A
ausência das manifestações de fé muitas das vezes é por causa da presença da
dúvida.

A verdade é que Deus nunca mentiu
para ninguém, nunca falhou com ninguém, nunca deveu para ninguém e se realmente
ele te prometeu algo e com fé você aguarda isso vai acontecer.

Existe um tempo entre estabelecer
uma promessa e cumprir uma promessa.

  • Gênesis 15, Deus promete uma geração a Abraão.
    Ele com 75 anos e Sara com aproximadamente 70 anos. Seis capítulos depois
    (Gênesis 21), nos diz que Abraão com 100 anos, nasce seu filho Isaque. 25 anos esperando a promessa.
  • José, entre ser vendido ao Egito e se apresentar
    diante de Faraó. Esperou 13 anos.
  • Moisés, com 40 anos de idade, foi quando lhe
    acendeu no coração conhecer os seus irmãos, os filhos de Israel. Devido a um
    assassinato que cometeu, teve que fugir para o deserto de Midiã, lá constitui
    família e passou a apascentar rebanhos. Com 80 anos foi chamado por Deus, para
    conduzir o povo hebreu para fora do Egito. E depois de 40 anos vagando pelo
    deserto, finalmente chegou a terra prometida. 120 anos esperando a liberdade, e
    a verdadeira liberdade que conquistou foi estar ao lado de Deus. (Deuteronômio
    34.7)

A fé não opera na dúvida, a fé
não opera na dúvida. Nosso Deus é poderoso para fazer tudo muito mais abundante
além daquilo que pedimos ou pensamos. A fé tem como atividade a atmosfera do
divino.

A fé é ter certeza mesmo sem ver,
sentir ou tocar. Porque a fé não depende do que se vê para se estabelecer.

Fé não é algo que devemos prestar
satisfação com quem não está na mesma posição que você ocupa.

Alguém pode até dizer:

  • Mas porque orar tanto, quando devia estar indo
    atrás do filho que está perdido em drogas, amizades e coisas desse mundo.
  • Porque preparar o enxoval da criança se o médico
    falou que do hospital o bebe não sai vivo.
  • Porque preparar as malas para ser missionário(a)
    se ainda não chegou ninguém disposto a sustentar a família dele no campo.

Fé não se presta satisfação, fé
se vive, não estou vendo com os olhos carnais, mas, os espirituais estão
abertos vendo a vontade de Deus. Não estou tocando mais sei que vou tocar, não
sei como vou chegar lá mas sei que vou chegar lá.

O que não podemos colocar em
hipótese nenhuma é a ausência de fé em nossas vidas.

Hebreus 10.37 – Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha
alma não tem prazer nele.

Hebreus 11.6 – Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é
galardoador dos que o buscam.

  • Não importa quanto tempo você é crente.
  • Não importa quanto tempo do dia você passa
    orando ou lendo a Bíblia.
  • Não importa aquilo que você já conquistou em sua
    vida.

Sem a fé é impossível agradar a
Deus, por isso que é melhor ser um crente fazendo aquilo que só a fé de um
doido pode fazer do que ser alguém que não tem fé.

Viver da fé, é ter tudo ou não ter nada. Mas, não se estabelecer em
nada aqui senão naquele que tudo dá.

Quer saber de uma coisa? A fé não depende do milagre é o milagre que depende da fé.

Não é
porque o milagre acontece que eu vou ter fé, mas é necessário ter fé para que o
verdadeiro milagre aconteça.

O amor: opera na comunidade dos santos.

Quando estamos falando de um
amor, relacionado a fé cristã e que interfere em nosso jeito como seres
humanos. Devemos mencionar, que o amor que opera na comunidade dos santos é a
manifestação divina de um verdadeiro discípulo de Jesus.

João 13.34-35 – Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos
outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto
TODOS conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

O amor dentro da casa de Deus e
para com o pecador (não o pecado). É a manifestação divina de uma verdadeira
presença de Cristo em sua vida.

João, considerado o apóstolo do
amor. Chega a condicionar o amor que temos a Deus, com o amor que demonstramos
para o nosso próximo.

1 João 4.20 – Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece o seu irmão, é
mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a
quem não viu?

Aborrecer aqui é: Desgosto ou
odiar.

A verdade é que se pregar sobre o
amor ou falar sobre o amor é uma condição fácil, difícil muitas das vezes é
viver em amor. (Isso digo olhando para
minha vida também)

Para se começar a viver em amor é
necessário clamar isso para o Espírito Santo, quando Gálatas 5.22 começa a dizer sobre o fruto do Espírito o primeiro a
ser mencionado é amor.

Mas porque o Espírito Santo trás
esse amor em nossas vidas, porque ele nos faz lembrar do maior amor que já existiu:

Romanos 5.8 – Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo
morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Permita-me dizer algo, Deus nos
deixou um exemplo de amor forte demais para estarmos vivendo tão pouco isso.

Cristo não mereceu e nunca
mereceria estar naquela Cruz, mas mesmo assim morreu por nós sendo nós ainda
pecadores.

Contudo:

  • Primeiro:
    Muitas das vezes não amamos Cristo como deveríamos amar.
  • Segundo:
    Não vivemos em amor como deveríamos viver.

Tem gente que deve estar orando
para que exista dois céus, um para ela(e) e outro para quem ela(e) odeia.

Esse assunto é tratado com tanta
importância pelo apóstolo Paulo, que quando escreve a sua primeira carta aos
coríntios, ele começa no capítulo 12 a falar de dons espirituais, elogiando e
falando da riqueza de dons que tem na igreja de corinto, então ele para de
falar sobre dons e então começa o capítulo 13 falando só sobre amor.

Quando ele faz isso mostra que
muitas das vezes o tratamento espiritual que uma igreja precisa, não é só ter
abundância de dons, mas sim o perfeito amor.

Deixa eu te explicar algo,
imagina paralíticos andando, cegos vendo, pessoas sendo libertas, uma
verdadeira manifestação de dons espirituais, um culto e tanto, daí Paulo vem e
fala: Falta algo, que é mais importante
ainda, o amor.

– Paulo supervaloriza o amor por
duas razões:

  • Primeiro:
    pelas qualidades indiscutíveis do amor.
  • Segundo:
    porque os dons cessam, são para a igreja militante na terra. Contudo, o amor
    não cessa, ele transcende a história, o amor é eterno.

Igreja não é lugar de disse me
disse, igreja não é lugar de se levantar uns contra os outros, igreja é um
lugar de um povo que ama a Deus se reunir para o adora-lo.

Ei,
Cristo por intermédio de sua palavra nesta noite vai curando corações. O amor
está sendo restabelecido entre irmãos, na sua casa, na sua família, entre
aqueles que um dia você já andou do lado. O Espírito que zela pela comunhão da
igreja caminha em nosso meio.

A esperança: opera no reino da promessa.

Quando Paulo menciona sobre essa
esperança, coloca como algo presente em colossos (Colossenses 1.5), Mas qual é a esperança aqui falada? No versículo
27 ele responde (Ler versículo 27).

A esperança que aquela igreja
tinha era Cristo neles. E a perfeita realização dessa esperança está reservada
nos céus.

A esperança de um dia se
encontrar com Cristo nos ares, ainda é a verdade que deve ser pregada no meio
da igreja. No céu não terra terreno próprio, no céu não terá Ferrari, no céu
não terá um final de semana em Miami. Mas não precisamos de nada disso lá,
porque a esperança é Cristo em nós.

Quando falamos sobre esperança,
seu significado é: “sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja.” Não
estamos falando sobre uma fantasia, conto ou discurso popular. Estamos falando
de algo que vai acontecer, vai se realizar, Cristo e a eternidade com ele.

Porque o mesmo Senhor descerá do
céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos,
seremos arrebatados juntamente com ele nas nuvens, a encontrar o Senhor nos
ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (1 Tessalonicenses 4.16-17)

A Bíblia não está falando de algo
transitório ou passageiro, ela diz “e assim estaremos para sempre com o
Senhor”.

Se isso não é a esperança da
igreja verdadeiramente fundamentada em Cristo, eu não sei qual é.

O grande problema é que esta
geração se escuta falar sobre a vinda de Cristo, mas não conhece a vinda de
Cristo. A bíblia chega a falar da vinda de Jesus, oito vezes mais do que fala
da primeira. Se a primeira se cumpriu, imagine a segunda.

Um dia fui confrontado com a
seguinte indagação de maneira irônica enquanto ia comer com os conhecidos da
faculdade: “O povo cristão é burro, pois
já se passaram anos e ainda acreditam que Jesus vai vir”
. Eu olhei para ela
e respondi da seguinte forma: “Se passaram dois
mil anos, e mesmo com todas teorias ainda os cristãos continuam acreditando na
vinda de Cristo, só nos resta duas saídas, ou realmente somos muito burros ou
Jesus está mais perto de buscar a sua igreja do que nunca.”

Hebreus 10.37 – Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que dá de vir
virá e não tardará.

Romanos 13.11 – E isto digo, conhecendo o tempo, que é já a hora de
despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do
que quando aceitamos a fé.

Eu te disse que a fé não opera na
dúvida, e em meu coração e no seu coração também, não nos resta dúvida alguma
de que a vinda Cristo está próxima.

O post Paulo de Tarso: Qual foi a sua principal pregação? Fé, Amor e Esperança apareceu primeiro em Estudos Bíblicos.

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