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Governo de SP regride 8 regiões do estado para fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica – G1

Governo de SP antecipa reclassificação e regride oito regiões para fases mais restritivas

Governo de SP antecipa reclassificação e regride oito regiões para fases mais restritivas

O governo de São Paulo atualizou a reclassificação do Plano São Paulo de flexibilização da economia nesta sexta-feira (15) e regrediu oito regiões para fases mais restritivas da proposta, para tentar conter o avanço do coronavírus. As mudanças passam a valer a partir de segunda-feira (18).

Com piora nos indicadores de Covid-19, a reclassificação do plano, prevista para ocorrer em 5 de fevereiro, foi antecipada para esta sexta-feira (15).

A região de Marília, que tinha sido colocada na fase laranja na semana anterior, passa a ficar na fase vermelha, a mais restritiva, na qual apenas serviços essenciais têm autorização para operar. O rebaixamento acontece porque a região está com mais de 83% dos leitos de UTI ocupados.

São José do Rio Preto, Araçatuba, Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca e Taubaté, que estavam na amarela, agora regridem à laranja, na qual permanecem Sorocaba, Registro e Presidente Prudente.

As demais regiões, incluindo a Grande São Paulo, seguem na fase amarela.

Embora as medidas valham obrigatoriamente com base na divisão do estado em 17 regiões, o governo recomendou nesta sexta que cidades que estão com altas taxas de ocupação de UTI adotem medidas mais restritivas, mesmo se estiverem oficialmente em uma região classificada em uma cor mais permissiva.

Nesta sexta, 43 municípios do estado registram ocupação acima de 80% nos leitos de UTI, incluindo oito municípios da Grande São Paulo.

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18ª reclassificação do Plano São Paulo manteve região de Campinas na fase amarela, mas regrediu Piracicaba — Foto: Governo de SP

18ª reclassificação do Plano São Paulo manteve região de Campinas na fase amarela, mas regrediu Piracicaba — Foto: Governo de SP

Veja como fica cada região

Vermelha – só operam serviços essenciais

Laranja – bares não abrem, e demais serviços funcionam com restrições de horários e capacidade

  • Araçatuba
  • Bauru
  • Franca
  • Piracicaba
  • Ribeirão Preto
  • São José do Rio Preto
  • Taubaté
  • Sorocaba
  • Registro
  • Presidente Prudente

Amarela – bares podem funcionar até 20h

  • Araraquara
  • Barretos
  • Baixada Santista
  • Campinas
  • Grande São Paulo
  • São João da Boa Vista

2 de 3 O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 15, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, o endurecimento das regras de quarentena no estado a fim de conter o avanço da covid-19. — Foto: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 15, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, o endurecimento das regras de quarentena no estado a fim de conter o avanço da covid-19. — Foto: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Aumento de mortes e casos

O estado ultrapassou a marca de 49 mil mortes por coronavírus desde o início da pandemia, em meio a uma nova alta de casos, óbitos e internações pela doença após as festas de fim de ano.

A média diária de mortes por Covid-19 está acima de 200 há uma semana seguida, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado. A média diária de novos casos confirmados também está acima de 10 mil há uma semana, o que não era observado desde 18 de agosto.

O total de pacientes internados tem se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças.

“Houve uma aceleração agora em janeiro, e por isso novas medidas precisam ser tomadas. A gente antecipou a reclassificação que seria feita daqui a um mês, acatando o senso de urgência do Centro de Contingência [da Covid-19]”, afirmou nesta sexta a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

A taxa geral de ocupação de leitos de UTI é de 67,5% no estado e de 69% na Grande São Paulo nesta sexta. Outras regiões e cidades, no entanto, já apresentam índices acima de 90%.

O governo fez uma recomendação para que cidades que 43 estão com ocupação de leitos de UTI acima de 80% adotem as regras da fase vermelha, mesmo se estiverem dentro de regiões classificadas em outra fase mais permissiva.

“Nós vamos voltar a trazer a recomendação de endurecimento de medidas restritivas nas cidades que estão com uma ocupação nos leitos de UTI acima de 80%. Temos novos prefeitos que têm a chance de serem conhecidos por deixarem um legado responsável por cuidar da sua população e eles podem nesse momento tomar medidas mais restritivas para além das medidas de sua região”, disse a secretária.

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Lista de cidades com taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 80%. — Foto: Divulgação/Governo de SP

Lista de cidades com taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 80%. — Foto: Divulgação/Governo de SP

Fase laranja mais permissiva

A reclassificação desta tarde sucede alterações no Plano São Paulo que já haviam sido feitas na última sexta-feira (8). Na semana passada, o governo paulista anunciou mudanças nas autorizações para o estágio laranja, que ficou mais permissivo.

Algumas atividades – como salões de beleza, academias e parques, por exemplo – passaram a ser permitidas na fase laranja. O atendimento presencial em bares, entretanto, continua proibido.

Como ficou a Fase Laranja

  • Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
  • Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores.
  • Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia.
  • Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
  • Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir.

Como ficou a Fase Amarela

  • A capacidade máxima passa a ser limitada a 40% de ocupação para todos os setores. Antes, o percentual variava por setor: academias podiam operar com apenas 30% da ocupação, por exemplo.
  • O atendimento presencial ao público pode ser feito apenas até as 22h, em todos os setores, exceto no setor de bares, que pode funcionar até as 20h.
  • O horário de funcionamento passa a ser limitado a 10 horas por dia para todos os setores. Antes, o horário variava por setor.

Serviços essenciais que podem funcionar na fase vermelha

  • Farmácias;
  • Mercados;
  • Padarias;
  • Açougues;
  • Postos de combustíveis;
  • Lavanderias;
  • Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô;
  • Transportadoras, oficinas de veículos
  • Atividades religiosas
  • Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria.
  • Bancos
  • Pet shops

Mudanças no Plano SP

No dia 8 de janeiro, além de mudar o que pode funcionar em cada fase, o governo alterou os indicadores de saúde que orientam a reclassificação das regiões.

Segundo a gestão estadual, houve um endurecimento das regras, para dificultar a mudança para estágios mais brandos.

Na ocasião, o médico João Gabbardo, também integrante do centro de contingência, afirmou que a ideia é dificultar a mudança de fase, mas permitir que mais setores funcionem, direcionando as restrições de forma mais específica.

Indicadores para avançar de fase

Os novos indicadores necessários para que uma região avance de fase na quarentena foram publicados no Diário Oficial no último sábado (9).

Antes, para ir da fase amarela à verde, era necessário ter, nos 14 dias anteriores à reclassificação, no máximo 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 5 óbitos por 100 mil habitantes.

Agora, os limites são menores: nos 14 dias anteriores à reclassificação, é preciso ter até 30 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 3 óbitos por 100 mil habitantes.

Os valores para avançar da fase vermelha à laranja também mudaram: antes, para progredir de estágio, era necessário ter taxa até 75% de taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Agora, o limite máximo é de 70% de ocupação desses leitos intensivos destinados aos pacientes com Covid-19.

Alteração nos indicadores de evolução da pandemia

A revisão do plano feita na sexta alterou ainda os indicadores de evolução da pandemia que eram usados para todas as fases. Agora, são priorizados os indicadores de incidência, que avaliam a situação atual, e não a evolução em relação a semanas anteriores.

Antes, para todas as fases o plano levava em conta a evolução – de uma semana para outra – de casos, óbitos e internações por Covid-19. Somente no caso específico do avanço para a fase verde é que se considerava a incidência – ou seja, apenas a situação atual, e não um comparativo entre dois períodos – de casos, internações e óbitos.

Depois disso, os indicadores de incidência de internações e óbitos passaram a ser parâmetros para avanço em todas as fases.

A revisão do plano segue três eixos centrais:

  • o endurecimento dos indicadores de saúde, dificultando que regiões avancem para fases mais flexíveis;
  • a redução de restrições setoriais, que seriam substituídas por mais adesão aos protocolos sanitários;
  • e a recomendação para que as pessoas evitem a exposição ao vírus, especialmente após o horário delimitado para o encerramento de atividades econômicas.

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