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Damares denuncia líder do MBL por apologia a estupro coletivo de colega


A ministra Damares Alves tomou conhecimento de um vídeo onde um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) faz alusão a um estupro coletivo de uma integrante do grupo e afirmou que irá denuncia-lo ao Ministério Público.

Renan Santos, apelidado nas redes sociais de “Dirceuzinho”, fez alusão ao estupro coletivo de uma colega do MBL durante um encontro do grupo, alguns anos atrás.

Em tom de piada, Renan Santos diz para dezenas de apoiadores do MBL que o grupo irá se dirigir a um bar na vizinhança para finalizar o encontro no local, e que se os responsáveis pelo estabelecimento não os recebessem, a autora da sugestão deveria ser “estuprada”.

“Nós, democraticamente, decidimos que vamos caminhar até o bar Violeta, que foi selecionado, negociado, pela agente Bárbara Tonelli. Se não formos permitidos de entrar, a Bárbara será estuprada”, disse Renan Santos para o grupo.

Nas redes sociais, Damares Alves repudiou o vídeo e afirmou que após tomar conhecimento do episódio, decidiu que irá levar o caso ao Ministério Público.

“Estupro não é brincadeira! Já pedi atuação da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos! Inadmissível isto! Não vamos permitir que estes jovens que se dizem tão politizados façam uma ‘brincadeira’ desta! Vamos ao MP para pedir investigação sobre autenticidade do video”, escreveu a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

A jovem mencionada por Renan, Bárbara, usou sua conta no Instagram para esclarecer que o ativista político do MBL se desculpou com ela pela “piada de péssimo gosto”.

“No mesmo dia eu recriminei a piada, que era sobre estupro, e ele pediu desculpas. Ele reconheceu a piada chata que ele fez. […] Agora, por conta dessa repostagem, eu estou sendo muito atacada na internet. As pessoas estão falando muita coisa feia para mim, tanto mulher, como homens. E a maioria dos comentários que eu to recebendo, de hate, são de mulheres”, declarou a jovem.

Absurdo

A iniciativa de Damares Alves repercutiu no programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan: “Isso é um absurdo. Isso é mesmo crime. A ministra Damares tem toda razão de acionar juridicamente esse pessoal. Isso não é uma brincadeira de criança”, comentou o jornalista José Maria Trindade.

“São piores do que sindicalistas, que eu achava que era a pior espécie envolvida na política, que é esse corporativismo exacerbado. Isso não é brincadeira. Esse termo é uma carga horrorosa, negativa, que marca pessoas, sociedades, e famílias. Não pode ser banalizado”, repudiou.

A mesma linha de pensamento foi seguida por Guilherme Fiuza, escritor e jornalista: “Para quem, eventualmente, seguiu essas pessoas, teve esses jovens como referência de pessoas preocupadas com valores, quaisquer que sejam, deixem de acreditar”.

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