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The Hunt A Caçada (2020)- Crítica do filme

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Um filme importante. É assim que The Hunt deve ser avaliado. Mas não é um filme importante por tratar de questões sociais nem nada nesse sentido. Ele se mostra importante por ser mais como um choque de realidade para muitos que dizem combater o ódio e as mentiras.

Em questões técnicas não tem muito o que se falar da obra. Se mantém dentro daquilo que já era esperado, sem adicionar nem tirar. Parece ser um filme da Blumhouse com uma produção sem um orçamento gigantesco, mas ficando longe do que seria uma produção de uma série da CW de terror.

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Nos trailers isso é algo que não se mostra muito, mas o foco do filme não está em sua produção, nem nos atores, nem mesmo tanto assim no enredo. Já que o ponto algo do filme aparece quando descobrimos a motivação da “elite” para colocar vários participantes para tentarem sobreviver no mundo enquanto são caçados.

De acordo com o G1 o filme faz crítica a “elite americana dos Republicanos”, mas isso mostra apenas como o repórter não soube nem mesmo ver o filme. Em momento algum é citada essa tal “elite conservadora” ou até mesmo qualquer um que seja politicamente de direita. O filme claramente é uma crítica ao processo seletivo que esquerda faz na famosa “cultura do cancelamento”.

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A maior parte do filme o foco está sobre uma personagem que aparenta ter servido ao exército e que tem muita habilidade em luta de corpo, uso de armas e “faro” para armadilhas. Mesmo sem ter muita personalidade na tela, a personagem acaba por ter um papel mais de guiar a história do que fazer parte dela. Seria crível se o filme fosse feito como uma paródia de Exterminador do Futuro, pois é diretamente de lá que a protagonista parece ter saído.

No meio do caminho muito sangue é escorrido em cenas de ação bem coreografadas e divertidas de assistir. Além disso, a personagem descobre algumas conspirações pelo caminho e sabe um pouco mais sobre aqueles que estão os caçando.

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Por fim, ela consegue ir atrás de quem começou todo aquele caos. E esse grupo, enquanto vê ela se aproximando, ficam discutindo temas idiotas de uma maneira levemente estúpida. Chegando até mostrar certa hipocrisia e falta de senso quando o assunto é ideologia de gênero. Todos eles acabam morrendo, restando apenas a líder dos líderes, que entra em um frenético embate dentro de sua própria casa contra a protagonista.

Ao fim da batalha vamos descobrindo os motivos para aquelas pessoas estarem lá e, sem entrar em detalhes, só mostra como aquela elite esquerdista do filme se coloca em um pedestal moral para escolher quem eles acham inferiores (por exemplo, militares).

Uma das maiores revelações para a vilã do filme é de que a mulher que ela queria matar, não era uma militar. Talvez até fosse, mas ela havia errado seu alvo e a mulher errada foi sequestrada, fazendo com que esse erro resultasse em sua morte.

The Hunt não se enquadra como uma ótima obra cinematográfica, mas é de extrema importância para escancarar a gigante hipocrisia que as pessoas dessa elite (retratada pelo filme) tem dentro de si o tempo inteiro, se sentido no poder de matar aqueles que vivam de uma forma que eles considerem “ofensiva”, como gostar de armas de fogo. Enfim, a hipocrisia de querer definir como os outros devem e podem viver.

Pelo filme: 06 / 10
Pela crítica que o filme faz: 10 / 10

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