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Sindicância conclui que enfermeira desviou vacinas contra Covid-19 e profissional é demitida por justa causa, em Santa Isabel

Segundo a Sociedade Beneficente, não houve venda da vacina e apenas uma pessoa participou do desvio. A entidade disse que tratou como um fato isolado e que tomou todas as medidas necessárias, respeitando as disposições legais, além de aprimorar os procedimentos de controle.

Disse também que “toda a documentação está sendo encaminhada às autoridades competentes, entre elas o MP, que é o órgão indicado para que sejam tomadas as medidas cabíveis no âmbito judicial, inclusive com a abertura de inquérito policial”, completou.

Em um documento encaminhado à Secretaria de Saúde, o secretário geral de gabinete, Leonardo Shihara Freire Pereira, citava a suspeita de que, pelo menos, quatro pessoas, tivessem “quebrado o cronograma de prioridades do Governo do Estado de São Paulo”. Os nomes dos vacinados não foram divulgados.

O documento pedia que fossem apuradas as circunstâncias em que eles foram imunizados. A Prefeitura, então, instaurou um procedimento de apuração e notificou a Caminho de Damasco, que abriu uma sindicância administrativa para analisar a suspeita.

O Ministério Público disse que instaurou um inquérito civil a fim de apurar a suspeita de venda de vacina contra a Covid-19 a três pessoas que não moram na cidade. Ainda segundo o MP, foram representadas as três pessoas que teriam adquirido as vacinas.

O órgão também requisitou explicações da Prefeitura de Santa Isabel, da Sociedade Beneficente Caminho de Damasco, entidade do terceiro setor que administra as UBS, bem como a instauração de inquérito policial para apuração dos fatos, com tipificação primária de crime de peculato.

Além disso, a Promotoria de Justiça identificou as três pessoas e, também, pediu esclarecimentos, viabilizando, inclusive, eventual confissão sobre os fatos.

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