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PT e outros partidos vão ao Supremo contra suposto “ato ditatorial” de Arthur Lira

A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, classificou como sendo “ditatorial” o ato do recém-empossado presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), o qual anulou a candidatura do bloco de partidos que apoiaram a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), seu principal opositor, para a Mesa Diretora da Câmara. De acordo com a líder petista, ao menos 11 partidos deverão ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para buscar a anulação do ato do novo presidente da Câmara.

Segundo Gleisi, um problema técnico na plataforma de registro teria feito com que o registro do bloco fosse atrasado em alguns minutos.

“Estes minutos agora estão sendo alegados por Arthur Lira para desconhecer o direito do bloco de fazer suas indicações à Mesa”, esclareceu. “Não podemos deixar isso acontecer. Não é só uma questão de sistema ou de Regimento Interno da Casa. É uma questão da Constituição: a minoria tem direitos e tem de ser representada exatamente pela proporcionalidade que tem. É por isso que vamos brigar no Supremo” — afirmou a petista.

A parlamentar ainda enfatizou que o principal objetivo do PT continua sendo o impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. “O fato de Bolsonaro ter ganhado a presidência da Casa, não quer dizer que ele vai conservar toda essa base para salvá-lo de um impeachment” — pontuou.

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