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PIB EUROPEU EM QUEDA LIVRE

Após uma recuperação parcial da atividade econômica obtida no terceiro trimestre de 2020, há cada vez mais indicadores a apontar para a possibilidade de um novo retrocesso do PIB da zona euro nos últimos três meses do ano,  o motivo deste declínio é o fato de que vários estados membros da União Europeia retomarem as medidas de confinamento.

Ilustração do coronavírus em Oldham, no Rei
03/08/2020
REUTERS/Phil Noble

O Purchasing Manager Index (PMI) calculado pela IHS Markit – revelou, nos dados relativos ao mês de novembro, uma quebra acentuada, fortalecendo as expectativas de uma recaída da economia na fase final deste ano. O PMI para a zona Euro passou de 50 pontos em outubro (exatamente o valor que constitui a fronteira entre uma contração e uma expansão da atividade) para 45,1 pontos em novembro. O resultado ficou ligeiramente abaixo daquilo que eram as expectativas dos analistas.  A quebra verificar-se especialmente no setor dos serviços e foi mais acentuada na França do que na Alemanha.

No setor dos serviços, o PMI, que já se encontrava abaixo dos 50 pontos desde outubro a partir de novembro despenca para 41,3 pontos. Na indústria, onde há desempenho mais favorável, registra-se uma queda de 54,8 pontos para 53,6.

O produto interno bruto (PIB) do Reino Unido cairá 11,3% em 2020, “a maior contração em mais de 300 anos“, segundo previsões divulgadas nesta quarta-feira (25/11) pelo ministro da Economia, Rishi Sunak.

Mulher com máscara passa por cabines telefônicas em Londres Foto: TOBY MELVILLE / REUTERS

Segundo o Ministro da Economia inglês, a economia crescerá 5,5% em 2021, 6,6% em 2022 e 2,3% em 2023, mas não atingirá o nível pré-crise corona vírus até o final de 2022.

De acordo com Philip Lane, economista-chefe, do Banco Central Europeu o PIB europeu só deverá voltar nível do que estava em 2019 no 3º trimestre de 2022. Considera, ainda, que “enquanto a vacina contra a Covid-19 não for distribuída em grande escala, não haverá melhorias significativas na economia, na confiança e no regresso ao trabalho”.

Por outro lado, na China, com a pandemia da Covid-19 praticamente controlada, a atividade industrial cresceu a um ritmo que não era visto desde 2011. A China registrou um crescimento de quase 5% no 3º trimestre do ano, de acordo com o Índice do Gestor de Compras do setor manufatureiro. Quanto às exportações, essas têm registado uma elevação mais lenta, sobretudo devido à segunda vaga do COVID19 na Europa.

Mas nem tudo está perdido, pelo menos para os participantes do acordo entre União Europeia e Mercosul, as confederações empresariais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países que compõem o Mercosul, e a Business Europe, que representa 40 confederações empresariais europeias, apelaram esta quinta-feira (26/11) à rápida ratificação e concretização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Numa declaração conjunta, alertam para o risco de um atraso no acordo pôr em risco o potencial das oportunidades abertas.

“A concretização do maior acordo que tanto a União Europeia como o Mercosul já fizeram vai dar a oportunidade às duas regiões para poderem ultrapassar as dificuldades que estamos a atravessar, mas também a projetar o futuro além da pandemia”, destaca o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Antonio Saraiva, certo de que “este acordo será uma prioridade para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia(a partir de janeiro/21), que conta com o empenho das confederações empresariais para o tornar realidade”.

Nesta declaração, as confederações deixam claro que “o acordo proporciona excelentes oportunidades para as economias e sociedades de ambas as partes e é de suma importância, não apenas por razões estratégicas e econômicas, mas também do ponto de vista da sustentabilidade” e assumem “o compromisso de trabalharem em conjunto com as autoridades dos diferentes países para a sua rápida ratificação e concretização”.

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica.

Para o presidente da Business Europe, Pierre Gattaz, “construir laços comerciais e de investimento mais fortes permite-nos criar oportunidades, mas também superar os desafios que agora nos são colocados”. “Este acordo levou 20 anos para ser feito. Vamos certificar-nos para que seja ratificado rapidamente, porque não podemos esperar mais 20 anos”.

Do lado do Mercosul, o presidente da Confederação Nacional da Indústria do Brasil, Robson Braga de Andrade concordou. “O acordo é estratégico para integrar duas das maiores regiões econômicas do ocidente. A retirada gradual das barreiras comerciais, que hoje atingem 65% do nosso comércio, permitirá a adaptação competitiva dos dois lados, ao mesmo tempo que estimulará o comércio e investimentos. Por isso, os setores privados dos dois lados precisam liderar o apoio à implementação”.

Acrescentou, ainda, que “o tratado também privilegia a parte de sustentabilidade e tem o mais completo e ambicioso capítulo de todos os acordos comerciais celebrados pela União Europeia. Os países do Mercosul e da União Europeia comprometem-se a respeitar estritamente o Acordo de Paris incluindo em matéria de emissões de CO2″.

A agência de rating Moody’s indicou, num relatório difundido esta segunda-feira (23/11), que os preços das casas na Europa devem aguentar-se neste ano de 2020 mas no próximo ano (2021) irão cair – e essa descida irá verificar-se, sobretudo, nos países do sul da Europa, cujas economias estão mais dependentes de atividades como o turismo, um dos mais castigados pela crise.

Portanto, podemos concluir que, a despeito do terrível que vivemos, 2021 desponta no horizonte com grande esperança e otimismo no setor econômico. Uma boa oportunidade para o Brasil se destacar na economia mundial.

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