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Pazuello participa de primeiro evento público após Covid-19, mas se recusa a falar sobre vacina – G1

Pazuello participa de primeiro evento público após Covid-19, mas se recusa a falar sobre vacina

Pazuello participa de primeiro evento público após Covid-19, mas se recusa a falar sobre vacina

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participou nesta quarta-feira (11) do primeiro evento público após se curar da Covid-19, mas se recusou a falar sobre a polêmica envolvendo a vacina CoronaVac.

O imunizante está sendo desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e teve os testes suspensos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na segunda-feira (9). Nesta quarta, a agência liberou a retomada dos trabalhos.

Na sede do ministério, Pazuello participou do lançamento da campanha do Novembro Azul, que visa estimular os homens a cuidar da saúde.

Questionado pela imprensa sobre a retomada dos testes pela Anvisa, o ministro respondeu: “Eu não tenho nada para falar. Hoje, é só Novembro Azul. É só Novembro Azul. O assunto é só Novembro Azul. Hoje, é só propaganda do Novembro Azul”.

O ministro retornou ao trabalho no início desta semana após ficar 20 dias afastado. Porém, a primeira aparição pública foi nesta quarta.

Durante o lançamento da campanha, Pazuello fez um discurso focado na importância de os homens se conscientizarem sobre a importância de cuidar da saúde.

Ele foi abordado pela imprensa após a cerimônia, quando foi até a entrada do prédio do ministério acompanhar a saída de um grupo de motociclistas para uma volta na Esplanada dos Ministérios para marcar o apoio à campanha.

Entenda a suspensão dos testes

Os testes da CoronaVac foram suspensos pela Anvisa na noite de segunda-feira (9). Na ocasião, a agência disse, sem dar detalhes, que um “evento adverso grave” havia ocorrido.

A suspensão levou a um embate entre a agência e o Instituto Butantan. Logo após o anúncio da pausa, o diretor do instituto, Dimas Covas, disse estranhar a decisão da agência, porque o evento adverso se tratava de um “óbito não relacionado à vacina”.

Na terça-feira (10), um boletim de ocorrência obtido pela TV Globo indicou que a morte do voluntário foi um suicídio.

Pouco depois, em coletiva de imprensa, o diretor da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse que “objetivamente, não havia essa informação [sobre a causa da morte] entre as que recebemos ontem [segunda-feira]”. Ele afirmou que a suspensão dos testes da CoronaVac foi “técnica” e baseada na falta de informações.

Morte de voluntário, que causou pausa dos testes da Coronavac, não teve a ver com vacina

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A disputa também envolve o presidente Jair Bolsonaro. Na terça-feira (10) – portanto depois que o diretor do Butantan havia dito que o evento adverso se tratava de uma morte –, o presidente escreveu em uma rede social que a suspensão dos testes da CoronaVac era “mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu Bolsonaro.

Comunidade médica e políticos criticam declarações de Bolsonaro sobre vacina CoronaVac

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No texto, o presidente se refere ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A referência se deve ao fato de que o acordo firmado entre o Butantan e o laboratório Sinovac foi assinado pelo governador, já que o instituto, público, é vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo. O trato previa a compra de 46 milhões de doses da vacina e a transferência de tecnologia para o Brasil, para que o Butantan pudesse produzir a CoronaVac em solo brasileiro.

O acordo entre Butantan e Sinovac já havia sido motivo de disputa entre o governo estadual de São Paulo e o governo federal. No fim de outubro, o Ministério da Saúde anunciou que compraria a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês. A negociação, entretanto, foi desautorizada por Bolsonaro.

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