sábado, agosto 15Notícias Importantes
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Os maiores erros do namoro cristão. LEIA AGORA!!!


como deve ser o namoro evangélico

Introdução

A maioria das palestras sobre namoro cristão se resume em falar de “santidade”, que o casal de jovens não pode isso, não pode aquilo, e que devem fugir do pecado sexual, ou seja, cair em fornicação. Os conselhos são os mesmos de qualquer irmão ou obreiro da igreja, porém, por serem explanados no microfone, parecem sair mais da boca de Deus do que do homem. Estes conselhos são o óbvio de um namoro cristão: não pecar. (Por acaso o cristão pode pecar em outras situações da vida, que não seja durante o namoro?) São congressos de jovens, reuniões, encontros, que “chovem no molhado” no fator conteúdo. 

namoro é da vontade de deus
No fim do evento, pergunte a cada um dos jovens o que eles aprenderam da bíblia, do significado de santificação, de como por em prática o que ali foi pregado, e se espante com o incrível silêncio. Não aprenderam absolutamente nada! Só ouviram líderes e preletores advertirem para os jovens não pecarem. E todos da igreja saem repetindo comentários que o tal congresso “foi uma bênção” por uma determinação retórica da liderança. 

O pastor e os obreiros afirmam sem cessar: “Que bênção foi aquele congresso!!!” Quem irá discordar? Para o membro da igreja evitar discussões ou olhares recriminadores, será mais conveniente repetir: “Sim, foi uma bênção!” Afinal, o que foi uma “bênção” no tal evento? A quantidade assustadora de pessoas?? O barulho de uma multidão inquieta, andando pra lá e pra cá, falando, conversando, indo a cantina… Parece que as definições sobre um evento ser “abençoado” ou não está mais na quantidade de pessoas do que na qualidade. 

O conteúdo de algumas pregações em muitos destes congressos para jovens chega ser engraçado pela maneira ingênua, (ou mais cômoda), de alguns preletores desejarem alertar os jovens contra o pecado. “Jovem, não peque”. “Jovem, você não pode pecar”. “Juventude, não caia no pecado”. Para os pais estes são conselhos maravilhosos, e eles glorificam a Deus, imaginando que seus filhos estão ouvindo estas mensagens, e concluindo: “Poxa vida, não vou pecar!”  Que bênção se fosse assim. 

casal de namorados cristãos

Na verdade para 90% daquela turminha que está ali sentada estas pregações “entram por um ouvido e saem pelo outro”. Após todo aquele dispendioso evento, convite aos jovens, cantores, divulgação, conselhos “santos”, passado alguns meses descobre-se moças do grupo jovem grávidas do namorado, rapazes que foram à uma festa e beberam, se prostituíram, afastaram-se da igreja, etc. Parece que toda aquela gritaria com os jovens não passou de uma tremenda festa barulhenta!

Com mensagens recriminando as opções de lazer, que não sejam as programações evangélicas, muitas igrejas sempre tentaram criar um certo desencantamento pelo “mundo“, numa tentativa de afastar os jovens de uma possível apostasia da fé. Há denominações que o tempo todo pregam contra o lazer, o passeio, a diversão, etc. Um grave erro, que cria mais repúdio a ideia de ser crente do que incentivo a santidade. Quem se converteu teve uma transformação de vida tão grande, tão maravilhosa, que não quer mais ir para “o mundo“, por opção própria, e não porque alguém proibiu.

namoro entre evangélicos

Casar logo? Porque?

O namoro deve ter propósito de casamento, e não pressa de casamento. No namoro cristão deve-se haver responsabilidade e santidade, e não costumes e formalidades. Santificação significa separação [do pecado], e não falta de diálogo, de abordar assuntos relevantes, enfim, o casal deve estar preocupado com o futuro, e ao mesmo tempo entregando as suas ansiedades nas mãos do Senhor. Para muitos isso é uma missão difícil, mas quem ama espera, e aguarda em Deus o momento certo. 

Há líderes, obreiros, que ensinam que o jovem deve “casar logo” por causa da “carne”. Ninguém deve se casar apressadamente em virtude dos desejos sexuais. Casamento é algo muito sério para se pensar apenas em sexo. Na vida de casado, os cônjuges não vivem somente em prol da vida sexual todo o tempo. São inúmeras as preocupações, como administração financeira, filhos, reforma na casa, roupa, saúde, etc. Durante o namoro você deve pensar no casamento sim, mas casar por amor.

namoro santo entre cristãos

Pseudo-conselheiros

Casal de namorados em quase todo o tempo é vigiado, advertido, aconselhado, e um monte de gente se mete para falar um monte de coisas da boca pra fora para parecer que são “santos”. Concordo que aconselhar os jovens, em situações apropriadas, é importante. Mas se um casal demonstrar muita receptividade a pessoas intrometidas, inúmeros pseudo-conselheiros surgirão para falar o que nem eles viveram, e jamais viveriam, mesmo sendo cristãos. Começam a ilustrar suas advertências com ‘casos’ e ‘contos’ de jovens que beijavam muito e Deus “pesou a mão”, e eles morreram doentes. Que um casal de namorados namoravam muito, e sofreram um acidente e morreram. Mentiras criadas na melhor das intenções de manter os jovens em santidade. Se isso funcionasse, não veríamos uma grande parcela de nossa juventude caída e afastada da igreja.

casais evangélicos casados
O que estes conselheiros talvez não saibam, é que não é somente casal de namorados que necessitam de conselhos. Todos os dias centenas de casais se separam, depois de anos juntos em um matrimônio que parecia inabalável. Enquanto os super-conselheiros estão preocupados em advertir jovens em coisas que eles já sabem, estão perdendo os casais casados que vivem em constante crise, e eles não sabem o que fazer. Ora, não são conselheiros?! Ajudem os casados! Não deixem eles se separarem. Tão fácil intimidar casais de namorados, e os casados da igreja escorrendo pelo ralo do adultério, brigas, agressões no lar, por falta de ministros para ajudar na reconciliação.

Quer um bom conselho? Não deixe pessoas demais se meterem em seu namoro. Você tem o pastor da sua igreja, os seus pais, os pais da outra pessoa, e um ou outro raríssimo amigo que você pode confiar. Não transforme sua vida, muito menos seu relacionamento, em um livro aberto para pessoas que em nada irão acrescentar. Apenas querem fuxicar a sua vida e comentar com outros, com palavras de condenação, e se sentirem os “procurados” para conselhos. Na verdade estas pessoas é que fazem as inúmeras perguntas. A maioria só sabe falar de “vigilância” porque sabem da ansiedade da juventude pelo sexo. Um falso moralismo que é mais para uma glória pessoal do que uma real preocupação com o casal.


Ex-namorado(a)

Evite falar de “ex”. Principalmente falar mal. Primeiro que a bíblia condena falar mal do próximo. (“Irmãos não faleis mal uns dos outros”. Tiago 4:11) Segundo que se a pessoa fala mal de “ex”, você já não pode confiar muito, pois nenhum namoro é certeza de casamento, e provavelmente, com o fim do relacionamento, também vai falar de você. E por mais que o que a pessoa fale seja verdade, os nossos lábios devem abençoar o nosso próximo, desejar que a outra pessoa mude, melhore, se corrija. 

O dever do cristão para com o(a) ex-namorado(a) é orar para que o(a) “ex” encontre alguém que seja feliz com ele(a). A maioria dos que esculacham alguém que já namorou o faz com ódio, com desejo de vingança, sentimento de perda, mágoas, etc. É incrível como as pessoas falam tanto de “santidade no namoro” e não veem este tipo de pecado. Amaldiçoar os irmãos não é encarado por muitos como um grave pecado no namoro.

Perguntas

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Não faça perguntas inúteis no começo do namoro, que só irão trazer constrangimentos desnecessários. O rapaz que pergunta: “-Você é virgem?” no início do namoro é um equivocado com relação a convivência. Não resolve nada este tipo de questão. A maioria das jovens da igreja irão responder que “sim”, são virgens, “diante de Deus, mesmo que já tenham fornicado inúmeras vezes. Procure, antes disso, saber o caráter da pessoa, se ela tem afinidades com você, se não é mentirosa, fofoqueira, vingativa, religiosa ao extremo (o que para Deus não diz nada) e analisar se a pessoa serve para viver com você o resto de sua vida. 

A maior frustração de muitos maridos é se casarem e terem pensado que a virgindade da moça seria o segredo para uma vida feliz, sem brigas, e seriam uma bênção “até que a morte os separe”. Quando o jovem amadurece o sentimento, casa-se até com uma pessoa que já tem filho. 

Toda aquela interpretação que ele tinha da vida muda, “cai a ficha”, e ele começa a ver a vida como realmente ela é. Outra pergunta feita inutilmente é se a pessoa ora, lê a bíblia, se preocupa com a obra de Deus. Estas coisas se vê na pessoa. Ninguém irá responder: “-Não me preocupo com nada da igreja….estou ali enganando todo mundo. Apenas observe se a pessoa realmente é cristã.

Diálogo

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Para saber se o seu futuro será bom com esta pessoa, converse, converse e converse. Observe o comportamento, como a pessoa se porta nos lugares, como cumprimenta e é cumprimentada. Lembre-se: esta será a pessoa que você vai conviver para o resto de sua vida. Mas não enlouqueça preocupado(a) com isso. Há atitudes da pessoa que podem te assustar, mas que você pode dialogar com ela, e se realmente a pessoa gosta de você, se quer construir o amor no relacionamento, irá melhorar para não te ver magoado. 

Relacionamento a dois é eternamente um abrir mão de coisas em favor da outra pessoa. E se há amor, isso não será encarado como sacrifício, mas como um prazer em ver a outra pessoa feliz. Muitas vezes a pessoa não é uma “leviana”, mas é acostumada a viver sem compromisso de namoro, estava sozinha durante um tempo, e acostumou a conversar com muitos amigos(as), e geralmente isso gera não somente ciúmes, (o que pode até ser discutido, resolvido), mas o pior: ruins suspeitas, o que rapidamente leva ao fim do namoro. Muitas vezes, o que poderia ser um lindo relacionamento, abençoado, é rompido por uma interpretação precipitada sobre o comportamento da outra pessoa.

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Exposição

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Não se exponha demais no começo. Mesmo em um namoro assumido, com aprovação dos pais. Ficar constantemente em praça pública, frequentar eventos lotados, não irá “selar” um futuro matrimônio. Há pessoas que querem forçar uma situação quando nem conhecem direito a outra pessoa. Durante boa parte do namoro, em especial o início, mesmo que sem querer, as pessoas usam uma espécie de “máscara”. Isso também não pode ser encarado rigorosamente como uma “falsidade”, mas um instinto natural em querer agradar ao parceiro. É o medo de não se passar por “pessoa chata” logo de início. Em todas as opções, gostos, impera a conhecida frase: “tudo bem”, até que, com o tempo, se manifestam as verdadeiras opiniões.

O excesso de exibição pública logo no início traz um risco: se o namoro terminar, o casal fica “marcado”, como se um fosse ‘do outro’. A super exposição cria uma corrente que aprisiona o casal, no receio de ficarem mal falados na família e/ou igreja. Na mente dos dois há vários planos de como terminar um namoro que não está dando certo, mas acabar algo que já envolveu muita gente, elogiando e se oferecendo para apadrinhar o futuro enlace matrimonial, que encerrar tudo seria uma vergonha. Passam agora a viver um dilema, se terminam ou não o namoro! A cada pessoa que encontram na rua, que elogia o casal, o constrangimento em acabar fica maior. “Vai que é de Deus?!” Fica a dúvida atormentando.  

“Ficar” é pecado??

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Protagonistas em cultos de jovens enaltecem a importância da santidade no namoro condenando asperamente os jovens que apenas “ficam” com alguém, ao invés de iniciarem logo o namoro assumido publicamente. Afirmam, com absoluta certeza que, se você beijar alguém na boca, e no outro dia isso não se transformar em um namoro oficial, você cometeu um grave pecado, pois “ficou” com alguém. Difícil é entender como a pessoa vai conhecer alguém melhor, ao menos nos primeiros dias (pois “conhecer” é um processo mais demorado), se não demonstrar que tem interesse em namorar, se nem ao menos der um beijo na outra pessoa?! 

Todo mundo “fica” antes de oficializar um namoro! Santidade não pode ser confundido com formalidade. Se o seu objetivo é o de casar, e não apenas viver beijando pessoas a esmo, sem propósitos, você não está pecando. Se você ocasionalmente vier a beijar alguém, e perceber que aquela pessoa nada tem a ver com você, isso é um “ficar”. Nunca foi, não é, e nunca será pecado. Ficar com uma pessoa para se vingar de outra, “matar” a solidão, passar o tempo, tentar esquecer outra, aí sim se torna um pecado. Você está usando, brincando com o sentimento alheio.

Um preparado para o outro. Revelações.

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Estas histórias de “fulano é a pessoa escolhida por Deus para ciclano”, é uma ilusão. Quem escolhe ou decide se casar é o casal, e não Deus. O Senhor pode abençoar a união, mas nunca fazer a escolha. Senão, onde fica o livre-arbítrio que Deus deu as suas criaturas?! “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”. (Gênesis 2:24) Igualmente as pessoas que casam por “revelação”. A mais sólida revelação se um namoro é da vontade de Deus é se os dois querem, e se há amor. 

O namoro para o jovem cristão é um celeiro de dúvidas, pois está sempre querendo saber, mesmo com tudo dando certo, se é da “vontade de Deus“. Oram, jejuam, mas diante da primeira briga, pensam: “Será mesmo de Deus?” Isso acontece todos os dias, em todos os lugares, em todas as igrejas. E é difícil para o jovem discernir a vontade divina quando a emoção fala mais alto. Daí, como última solução, as “irmãs de oração” são procuradas por centenas de casais de jovens para orar e ver “se Deus fala alguma coisa”. Os equívocos logo surgem quando algum profeta fala mais do que devia, e afirma, sem ter visto nada, que Deus está preparando o casamento”

Não pode existir uma situação em que você gosta de uma pessoa, e mesmo que ela seja uma bênção, séria, honesta, fiel na vida cristã, Deus lhe dizer: “Não é da minha vontade!” Se ambos estão se gostando, isso não existe!!! Isso é “profetada” de quem está com inveja. Afirmar: “Eis que a tua escolhida ainda está sendo preparada, é outra” não tem respaldo bíblico. Muitas vezes um jovem está gostando de alguém, e fica baseando a sua esperança em revelações e visões. Acredito nos dons, e creio que Deus possa mesmo revelar e falar com seus servos, mas Deus nunca nos deixará confusos, pois Deus não é Deus de confusão”. (1º Coríntios 14:33)

Palavras proticas. “Fulano é meu”.

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Há muitos irmãos que fazem as chamadas declarações proticas. “Fulana vai ser minha”. “Beltrano já é meu”. Isso não é pedir direção à Deus, e sim querer ver acontecer a sua própria vontade. Já imaginou se uma pessoa, que você não se agrada nem um pouco, começar a orar e pedir VOCÊ a Deus?! A oração desta pessoa deve ser atendida?? Claro que não! O que as pessoas devem é confiar em Deus, e não em seus próprios julgamentos. Você, jovem cristão, deve ter, muito antes do que fé que fulano será seu ou sua, respeito mútuo, amor, sinceridade, companheirismo, e tudo o que edifica para um futuro casamento com bases sólidas. Fazer estas declarações jamais irá modificar o livre-arbítrio de cada ser humano. Entregue nas mãos do Senhor, pois, com toda certeza, se esta pessoa não ser sua futura esposa ou esposo, Deus irá lhe orientar para você conhecer alguém melhor.

Atração física

Quem criou o desejo por sexo no homem e na mulher foi Deus, e não o diabo. Em São Paulo conheci um casal de namorados de uma igreja que a cada 5 minutos, repetiam: “O sangue de Jesus tem poder!” Disseram que a todo instante recebiam “setas” do demônio na carne fazendo eles terem desejo por sexo. Se um casal que se gosta, se acham bonitos, me disser com sinceridade que se abraçam, se beijam, e não sentem nada, eu os aconselharia a procurar com urgência um médico. 

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É obvio que, sendo namorados, ainda não casados, devem negar a si mesmo, e esperar o casamento para terem relações. Mas clamar o “sangue de Jesus” e dizer que “o demônio” lança “setas” com desejos sexuais, é de uma ignorância inigualável. Ao conversar com este casal, eles relataram que um profeta assim os orientou, e eles já não suportavam mais ter que viver clamando toda hora o sangue de Jesus, e que nada daquilo estava adiantando, pois continuavam a sentir os mesmos desejos. 

Todos nós temos fantasias, e imaginamos as formas e lugares onde poderíamos estar fazendo sexo com a pessoa amada. Isso é natural do ser humano. Não é coisa do diabo, seta do demônio, etc. Muitos jovens chegam a igreja se culpando, se condenando, por ficarem excitados com o(a) namorado(a). Deus criou os seres humanos com estes desejos. Porém nós oramos e vigiamos até o casamento, pois sabemos da fraqueza da carne. A vigilância dos jovens não deve ser somente no namoro, e sim em todo lugar. Há rapazes que caíram no pecado da fornicação com colegas de trabalho, amigas da faculdade, etc. Ou seja, a vigilância não se resume somente ao namoro, mas em toda convivência entre um homem e uma mulher. Ficar excitado e sentir o desejo por sexo com a pessoa que você namora só revela 3 coisas: 1. Você tem saúde. É uma pessoa saudável. 2. Você se agrada da outra pessoa. 3. Comece a orar para um possível futuro casamento com esta pessoa.

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Brigas – discussões

Mesmo entre um casal que se ama sempre haverão desentendimentos. Ser “da vontade de Deus não significa que a vida a dois será “um mar de rosas”. O fator convivência tem as suas complexidades. Mesmo que o céu se abra, e em uma voz estrondosa, com trovões, Deus afirme para você: “Meu sevo, o seu namoro é da Minha vontade”, a moça não será a princesa do castelo e o rapaz também não será o príncipe no cavalo branco. No dia-a-dia as lutas e dificuldades serão as mesmas de qualquer casal normal. “A chuva cai sobre justos e injustos”. (Mateus 5:45) 

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Em um namoro, com o tempo, as brigas surgirão. Pessoas sinceras tem opinião, personalidade, e discutem. E diante disso, o alerta de algumas pessoas sempre é: “Se está assim agora, imagina depois de casado!” Esse é um julgamento totalmente equivocado. Muita coisa muda quando se casa. Já acompanhei casais de jovens que tinham um comportamento exemplar. Calmos, tranquilos, quase nunca brigavam, e no entanto não conseguiram ficar nem 2 anos casados. Veio a separação. 

Ser calmo é uma personalidade do ser humano, que um não-cristão também pode ter, e isso não significa que a pessoa é “uma bênção”. Um psicopata tem traços de comportamento calmo em várias situações de sua vida. Desconfie de pessoas quietas demais, que não se manifestam diante de algo que naturalmente uma pessoa sentiria indignação. Com toda certeza ela está escondendo algo. Ficar indignado não é pecado. Ira, ódio, raiva, é uma coisa. Indignação é outra totalmente diferente. 

namoro com santidade
Óbvio que se as brigas forem demais, agressões verbais (principalmente físicas), e não chegarem nunca a um entendimento, o mais correto será terminar o namoro. Geralmente em uma discussão alguém está errado. Não pode existir, em uma discussão lógica, os dois estarem certos, ou os dois estarem errados. 

Os conselheiros de plantão chegam a afirmar, apaziguando o casal, que “os dois estão errados” para não ficarem mal nem com um nem com o outro. Até porque se meter no meio de uma discussão de casal, é como lavar as mãos com álcool perto de uma fogueira. Você acaba sempre se queimando. Nestas discussões alguém errou, e não está sendo humilde o bastante para confessar. É uma questão a ser resolvida entre os dois, e não que isso represente a reprovação de Deus no relacionamento.

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Fazendo “prova” com Deus

Há pessoas que, quando se apaixonam por alguém, beiram quase a loucura. Parece coisa de adolescente, naquela fase ainda “cheirando a fraldas”. E uma das coisas que mais atribula nesta fase de “paixonite aguda” é a “loteria” que esta turminha faz na mente, imaginando situações que, segundo eles, são o “sinal” de que Deus está no negócio”

Na imaginação de algum jovem apaixonado por uma moça do grupo jovem, ele faz uma pequena oração em pensamento, e arrisca: “Se fulana apertar a minha mão no final do culto, é a prova de que ela vai casar comigo”. Ou no caso da jovem: “Se fulano for hoje na reunião de oração, é porque Deus aprova….se me telefonar”…. É tanta aposta em circunstâncias, que se esquecem do mais importante: o amor. 

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Pode acontecer tudo que a pessoa fizer como “prova”, mas se não tiver amor, nada disso terá valor. Este tipo de “teste” não é uma oração. Deus está longe de toda essa maluquice. Isso é emoção, sentimento, desejo, ansiedade, e os jovens ficam confusos porque muitas vezes as coisas que eles “oram” (fazem a provinha) acontecem, e na conclusão, quando pensam que vão começar um namoro abençoado por Deus, tudo dá errado. Deus não trabalha pela metade. 

Conclui-se então que Deus não tem nada a ver com todo este carnaval de emoção. Fatos e situações da vida acontecem por coincidência, e muitas vezes até o inimigo, já sabendo que o jovem está caído de paixão por uma pessoa, cria circunstâncias para confundir o cristão que não entrega as suas ansiedades nas mãos de Deus.

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A mentira

Se há uma coisa que o casal cristão deve repudiar radicalmente no relacionamento é a mentira. O pecado que as pessoas mais se escandalizam é o da área sexual, condenando severamente quem “caiu” em fornicação. Enquanto isso a mentira, a fofoca, o uso de má fé, a desonestidade, a falsidade, reina em lares, e no casal de namorados isso é um veneno que mata a confiança. 

Quando um questiona uma mentira, acaba sendo taxado, por pessoas que não sabem de nada do que acontece entre o casal, de ciumento(a), possessivo(a), etc. No contraste com a atual interpretação sobre “pecado” dos religiosos, Jesus perdoa uma mulher pega no flagrante adultério, impedindo que ela seja apedrejada (João 8). Alertou para ela não pecar mais, claro. Mas quanto aos religiosos do templo, que usavam da mentira, Jesus os condena: “Vós tendes por pai o diabo”. (João 8:44)

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Conclusão

Relacionamentos nós construímos, mantemos, não cai do céu. A oração e jejum são importantes? Claro que são! Quem disse que não?! É a base de sua vida. O cristão que não ora está morto espiritualmente. Mas diante dos problemas do dia-a-dia você não vai ficar orando 24h sem parar, ou clamando o “sangue de Jesus“, ou repreendendo demônios. 

Devemos ter a mente de Cristo, mas os pés no chão. A igreja, por exemplo, tem o lado espiritual, quando cultuamos, oramos, assim como também há a administração eclesiástica, pelo pastor, obreiros, secretários, zelador, etc. Além do lado espiritual em nossa vida, temos também o lado material, a vida, o corpo, a carne, pois ainda não fomos arrebatados. 

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Escrevemos o nosso livro da vida com as nossas decisões, atitudes, que vem das escolhas que fazemos. Que em nossa vida não venhamos a tomar atitudes desastrosas, sem pensar, deduzindo apenas que “tudo está nas mãos de Deus, pois antes de você entregar a sua vida e o seu namoro nas mãos de Deus, antes Ele entregou nas suas mãos as suas escolhas e decisões. 

Se você for uma pessoa de oração, honesta, sincera, amorosa, que se preocupa com o seu semelhante, que abençoa o seu próximo, que quer ver bem os seus irmãos em Cristo, com certeza você terá atitudes que irão trazer resultados positivos, e as bênçãos do Senhor serão sempre sobre a sua vida. E mesmo que você tenha se frustrado, se decepcionado com alguém, se acalme. Deus ainda tem o melhor para você. Se no fim nada deu certo, é porque ainda não chegou o fim.

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
(1º Coríntios 13:4-7)

Denis de Oliveira é Pastor da Igreja Assembleia de Deus, Ministério Poder de Deus, RJ.

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