terça-feira, setembro 22Notícias Importantes
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O que a igreja pode fazer a quem está com depressão?

A convite da Exibir Gospel, o pastor e psicólogo clínico Kléber Lima, apresentador do programa Família Hoje”, da Rádio Trans Mundial, fala sobre como perceber pessoas que estão com depressão e de que forma a Igreja pode ajudá-las.

Diante desse contexto, qual é o papel da igreja?

Alteração no humor, amargura, desânimo persistente, expressões de autodepreciação e leitura pessimista da vida são alguns dos sinais presentes de uma pessoa com transtorno depressivo. O tema, sempre em alta, merece especial atenção neste Setembro Amarelo, mês de campanha de prevenção ao suicídio.

Assuntos como depressão e suicídio têm ganhado visibilidade.O movimento de conscientização sobre a prevenção do suicídio, iniciado em 2015, tem como objetivo divulgar a causa nas ruas, cidades, escolas, universidades, nas roupas e, claro, em tempo de pandemia, nas redes. Diante desse contexto, qual é o papel da igreja?

Segundo Lima, o primeiro passo é garantir que a Igreja seja um local de acolhimento, apoio e direcionamento. “Deve ser um ambiente terapêutico em que o resgate emocional se dá não apenas pela afetividade equilibrada, mas também pelas orações e ministrações da Palavra de Deus.” explicou. Para o psicólogo, a comunidade local é uma família ampliada.

Nesse contexto, a família tem uma participação fundamental. O parente com os sintomas de depressão precisa encontrar segurança e apoio no local em que mora para que a realização do encaminhamento aconteça de forma tranquila e adequada, junto a um profissional que estará preparado para ouvir, orientar e, quando necessário, medicar.

Tratamento

A depressão não tratada pode se tornar crônica, ocasionando a ‘perpetuação’ de danos emocionais, físicos e relacionais. Para Kléber, a informação é o principal tratamento para auxiliar as pessoas que são diagnosticados ou que sentem receio em admitir que têm a doença. É necessário, no entanto, desmistificar interpretações erradas. “Há quem ainda chame a depressão de ‘doença de rico’, ‘quem quer chamar atenção’ ou até mesmo de ‘quem não tem problema sério na vida’. O fato é que, não apenas a depressão, mas as desordens psicoemocionais ainda são vistas com muita desconfiança”, explicou.

O pastor reforça a importância de se construir um espaço de discussão nas igrejas para que pastores, auxiliares e membros conversem abertamente sobre os efeitos da depressão. E desassociar a visão de que depressão é motivada por algum problema espiritual. “Definir que o transtorno depressivo é mera falta de fé ou sinal de pecado é simplismo religioso. Pessoas deprimidas podem pecar em suas avaliações e atitudes. As não deprimidas, também. Tanto para uma, como para a outra, a graça e a verdade são ferramentas disponibilizadas por Deus para a cura e crescimento. A igreja de Cristo não pode ignorar os que sofrem, ainda mais se as dores do necessitado vierem da alma.”, afirmou.

Setembro Amarelo

No mês de prevenção ao suicídio, Kléber traz orientações práticas para ajudar o indivíduo que já tentou, por seguidas vezes, tirar a própria vida, a não fazer mais isso. Primeiro, é o acolhimento com diálogo franco e direto. Segundo, atenção redobrada para não deixá-la sozinha. “Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa. E mais: Assegure-se de que ele (a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa”, aconselhou. Por fim, levar ao suporte psicoterápico, medicamentoso e, se necessário, internação.   

Aos que sofrem com dores emocionais, o pastor aconselha:”Creia que Deus tem todas as soluções; aprenda a lidar com a ira e a culpa, exercite a auto confrontação e busque o apoio de um conselheiro”, orientou.

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