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O amor é um sussurro da eternidade!

Por Fábio Cândido*

O amor é um sussurro da eternidade 1 Jo 3.1-2

Isso mesmo – o amor é um sussurro da eternidade

Murmúrio, zumbido, o barulho saltitante do vento na folhagem. É um som confuso; é ato de falar de maneira capciosa – em provocação a atenção ao outro. Deus – sussurrou seu amor na história, de maneira inconcebível a mente e a experiência humana (revelação), de maneira que, apenas os que se prestam ao minimalismo, aos detalhes, serão despertados. Deus não fala alto-gritando, ele não usa de força, não coage, ou mesmo não se impõe, mas fala sussurrando. E, isso é para que, ouvindo seus sussurros, não necessariamente possamos entender, mas confiar – e confiando esperançar em sua Palavra. O Verbo Vivo!

João escreve, especificamente, sobre o Verbo Vivo – o Deus encarnado

O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. (Jo 1.10). E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (Jo 1.14)

João ao escrever sua primeira epístola, escreve sobre a grandeza de Deus em Cristo. Esta grandeza que seria para os cristãos de sua época (e para todos demais) – esteio da verdade e esperança frente as tantas situações críticas da vida.

João buscava que fossem coerentes com o que receberam de Deus Pai, e vivessem com senso da justiça e grandeza de Deus. De maneira que o teor da carta é justiça, amor e conhecimento de Deus. (De forma que no mundo as tribulações, as injustiças não podem abalar os crentes).

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno. (1 Jo 5.19)

Maligno – como mal, não do bem, não do amor de Deus – pois no amor não há injustiça

Existem momentos na vida que, precisamos crer além das circunstancias materiais-existências. Ou seja, apenas crer na justiça, no amor e na revelação de Deus – não será suficiente, precisaremos vestir isso como uma roupa a cobrir a pele (é isso e não é outra coisa). Crer – no sentido de ter fé (não crença), fé de se lançar a esperar totalmente na graça, não no senso de justiça humana, não no senso do amor humano, não no senso do conhecimento humano, não apenas naquilo que entendemos ser o bem – mas superar a dicotomia espírito x matéria (realidade) e nos apropriarmos dessas realidades nele para nós! Cada um ser experiência viva do amor de Deus!

De maneira que, NÃO SERÁ MAIS O QUE FAZEMOS OU DIZEM, OU QUE ACONTECE, OU MESMO ESPERAMOS, mas no que Ele é, no que Ele fala, no que Ele faz, no que Ele promete!

3.1 VEDE QUE GRANDE AMOR (…). Note que, não é pequeno amoré grande amor!! Que noção temos de grande? Conseguimos ver? Veja que a fala apostólica é no sentido de nos levar a nos apegarmos a ELE, e não a nós (…). O Tom da voz de JOÃO é estarrecedora – ele está pasmo com essa verdade de Deus em Cristo – COMO QUE DIZENDO: O seu amor por mim é GRANDE. Veja isso – contemple isso – certifique-se disso! Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rm 5.8)

De forma que João escreve sobre o Verbo de Deus – seu Evangelho é sobre o filho do Amor de Deus – o Verbo encarnado – é também o Alfa e o Ômega, o principio e o fim de todas as coisas, tudo foi feito por intermédio dele, e ele é o sustentador de todas as coisas – inclusive da sua e da minha vida em Amor! De forma que no Evangelho de João não há nenhum “guru espiritual”.

Só há CristoCristo é tudo em todos, portanto, espera nele!

Nele somos chamados de filhos do seu amor

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. (2 Co 5.17)

Isso propõe uma nova criatura no Amor;

3.2 AGORA somos filhos (…) viva O AGORA! Como filho (a). Se somos filhos de Deus em Cristo, a revelação tem outra face, somos iguais a Cristo – devemos andar como ele andou!

Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. (1 Jo 2.6).

Se andamos como ele andou – nossa esperança repousa nele para o tempo do “agora e do porvir”.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 Jo 1.7)

Somos filhos por natureza divina do amor que nos ligou a ele, e nos tornou em nova criatura. A parábola do filho pródigo – Lc 15.11-32 – é apenas para nos mostrar que necessitamos voltar ao AMOR DO PAI! Ouça esse sussurro!

*Fábio Cândido, professor, pastor, teólogo e filósofo.



            

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