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Lava Jato denuncia Wassef e mais 4 sob suspeita de lavagem de dinheiro – UOL Notícias

O advogado Frederick Wassef, que já atuou para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi denunciado hoje pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro sob acusação de lavagem de dinheiro e peculato. A acusação é de desvio de R$ 4,6 milhões por meio de falsos contratos de serviços advocatícios.

A denúncia é um desdobramento da operação “Esquema S”, que apura suspeitas de desvios de entidades do Sistema S do Rio.

Além de Wassef, outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Fedeal: Orlando Diniz, o ex-presidente da Fecomércio-RJ; o empresário Marcelo Cazzo; e as advogadas Luiza Nagib Eluf e Marcia Carina Castelo Branco Zampiron.

O UOL procurou Wassef, mas não conseguiu contatá-lo. Foram deixados recados nos telefones registrados de Luiza Eluf e Márcia Zampiron. A reportagem telefonou para a empresa de Cazzo e o procurou por correio eletrônico. A defesa de Orlando Diniz, que fechou acordo de colaboração premiada confessando crime e apontos supostos partícipes, não foi localizada. Os esclarecimentos serão publicados se forem recebidos.

O grupo é acusado de crimes cometidos a partir do desvio de R$ 4,6 milhões das seções fluminenses do Sesc, Senac e da Fecomércio. Os procuradores afirmam que os desvios ocorreram de dezembro de 2016 a maio de 2017 sob pretexto de prestação de serviços advocatícios à Fecomércio-RJ.

No entanto, as investigações apontaram que o escopo contratual era falso, porque ou os serviços não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz para, por exemplo, perseguição de adversários pessoais, segundo o MPF.

Os novos fatos se somam aos que já haviam sido reportados em denúncia anterior da Operação “Esquema S”. “Os membros já denunciados da organização criminosa se valiam do uso de contratos falsos com escritórios dos réus ou de terceiros por eles indicados, em que serviços advocatícios declarados nos contratos não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários”, informou o MPF.

Segundo os procuradores, os valores desviados eram públicos. “Os recursos dos Sescs e Senacs têm origem pública, pois a Receita Federal repassa de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais para eles investirem na capacitação e bem-estar de comerciários”, descreve o comunicado do Ministério Público.

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