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França desaconselha uso de máscara caseira. Entenda o motivo

As autoridades da França estão desaconselhando a utilização de máscaras caseiras e também aquelas fabricadas que não garantem uma filtragem superior a 90%, devido ao risco que representam as novas variantes do coronavírus.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, justificou a nova instrução nesta terça-feira (19), porque o Conselho Superior de Saúde, órgão consultivo técnico, considera que são insuficientes tendo em conta os níveis mais elevados de contágios que algumas dessas cepas demonstraram, como a que proliferou no Reino Unido.

Em entrevista à emissora de rádio France Inter, o ministro explicou que aquelas máscaras que não oferecem garantias suficientes diante desta nova ameaça são as feitas à mão e também as fabricadas com tecido de categoria 2, que garantem apenas a filtragem de 70% das partículas de 3 micrômetros.

Os tecidos cirúrgicos, bem assim como os da categoria 1, que oferecem uma filtragem de mais de 90%, ainda são recomendados.

Véran indicou que, com base nos testes de PCR realizados na França, a cepa desenvolvida no Reino Unido é responsável por cerca de 1,4% dos casos positivos, o que significa entre 200 e 300 diários e aproximadamente de 2.000 no total atualmente no país.

Mas além desse número relativamente pequeno, ele alertou que há exemplos de uma variante “muito agressiva e muito contagiosa”, como uma residência na região de Paris onde 36 pessoas já foram infectadas com a mesma variante.

Por esta razão, continuou sem excluir a possibilidade de ter de recorrer a um novo confinamento no futuro — seria o terceiro na França — embora por enquanto tenha sido decidido apertar o toque de recolher noturno, que desde o último sábado começa às 18h (hora local) em todo o país.

Diante das polêmicas dos prefeitos que reclamam que as vacinas esperadas não chegam às suas populações, o ministro da Saúde disse que até o final da semana serão divulgadas as doses disponíveis para cada posto de vacinação.

Sobre o andamento da campanha, ele reafirmou seu objetivo: “até o final de fevereiro teremos vacinado 2,4 milhões de pessoas” e se houver autorização para novas vacinas, poderá chegar aos 4 milhões.

O ministro confirmou que há conversas com três farmacêuticas para que possam fabricar doses de vacinas de outras empresas que já obtiveram autorização para comercializá-las.

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