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Em recado ao mercado financeiro, Bolsonaro diz que, “se Brasil for mal, todo mundo vai mal” – Valor Econômico

1 de 1 — Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/Arquivo

— Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro reclamou nesta terça-feira das críticas à sugestão de seu governo de utilizar recursos de precatórios e do Fundeb para financiar o novo programa social, denominado Renda Cidadã. Bolsonaro se dirigiu ao mercado financeiro, disse que “estamos no mesmo barco” e, se o país for mal, o mercado “não vai mais ter renda”.

“Alguns falam ‘pega dos precatórios’, ‘vende algumas estatais’. Vender estatais não é de uma hora para outra, é um processo enorme e você precisa ter um critério para isso. Você não pode queimar estatais, tem que vender para alguma finalidade. Se bem que esta possibilidade é possível de ser estudada, antes que o mercado desabe novamente”, afirmou o presidente.

“O pessoal do mercado, eu dou o meu recado para vocês. Se o Brasil for mal, todo mundo vai mal. Aquele ditado ‘estamos no mesmo barco’ é o mais claro que existe no momento. O Brasil é um só, se começar a dar problema, todos sofrem. O pessoal do mercado não vai ter mais renda. Vocês vivem disso, de aplicação. Nós queremos obviamente estar de bem com todo mundo, mas eu peço: ajudem com sugestões, não com críticas”, afirmou, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro destacou que, com o fim do auxílio emergencial, haverá 20 milhões de pessoas “quase sem renda” a partir de janeiro. Para o presidente, pode haver “distúrbios sociais” a partir de 2021 sem um programa que garanta auxílio financeiro. “A esquerda pode aproveitar-se disso e incendiar o Brasil. Temos que ter alternativas”, argumentou.

O presidente disse ainda que todas as alternativas propostas pelo governo se transformam em “críticas monstruosas” e repetiu não estar preocupado com sua reeleição. “Tudo que faço dizem que estou pensando em 2022, se eu não faço eu sou omisso, se eu faço eu estou pensando em 2022. Agora, não queiram estar no meu lugar. Eu vou fazer o possível para buscar solução, eu vou para uma máxima militar. Eu quero uma ajuda racional, preciso de conselhos e sugestões. Agora, se não aparecer nada, eu vou tomar aquela decisão que o militar toma: ‘pior do que uma decisão mal tomada é uma indecisão’. Eu não vou ficar indeciso, o tempo está correndo.”

Por fim, Bolsonaro disse aos apoiadores que as críticas não devem ser dirigidas a ele, e sim a “quem destruiu empregos”.

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