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Em cursinho, policial rodoviário de SC ensina a jogar spray de pimenta dentro de camburão; VÍDEO – Globo.com

Em cursinho, policial rodoviário ensina jogar spray de pimenta dentro de camburão

Em cursinho, policial rodoviário ensina jogar spray de pimenta dentro de camburão

Circula nas redes sociais um vídeo do policial Ronaldo Bandeira, professor em cursinhos de preparação para concursos destinados a carreiras policiais em Balneário Camboriú, em que ensina a jogar gás de pimenta dentro de camburão , em tom de deboche. A técnica se assemelha àquela utilizada na morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, em Sergipe.

No vídeo, ele relata uma ocasião em que teria usado o gás enquanto policiais estavam lavrando um procedimento. De acordo com Bandeira, um homem estaria agitado, dentro do camburão. “A gente estava na parte de trás da viatura, ele ainda tentou quebrar o vidro da viatura com chute. Ficou batendo o tempo todo”, conta.

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Ele fala, então, que nesse momento a polícia abre o porta-malas e aplica spray de pimenta no camburão. “A pessoa fica mansinha. Daqui um pouco só escutei: ‘Vou morrer! Vou morrer’. Aí eu fiquei com pena, cara. Abri [e falei] assim: ‘Tortura!’, e fechei de novo”, descreveu, rindo. O professor conclui falando: ‘Sacanagem, fiz isso, não”.

Ronaldo Bandeira passou em um concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2008. Anos depois, abriu um cursinho em Balneário Camboriú.

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Vídeo está repercutindo nas redes sociais — Foto: Reprodução

Vídeo está repercutindo nas redes sociais — Foto: Reprodução

Ao g1 SC, a assessoria do curso preparatório de Bandeira informou que o vídeo é de 2016 e que a fala está fora de contexto. Disse que a aula, realizada na época em que lecionava em um cursinho no Paraná, tratava sobre a lei 9.455/97, responsável por definir o crime de tortura.

A assessoria informou, ainda, que divulgará uma nota para esclarecer os fatos. O g1 SC buscou contato com a PRF, mas não teve retorno até a última atualização da matéria.

Análise é importante

Segundo Gabriel Sampaio, coordenador do programa de Enfrentamento à Violência Institucional da ONG Conectas Direitos Humanos, é importante que esse tipo de conteúdo seja analisado e apurado pelos órgãos de controle interno das policias, como as corregedorias, além de órgãos de controle externo da atividade policial.

“Para além da atividade de professores e do tratamento absolutamente inadequado deste assunto nos espaços de formação, é fundamental que as violações de direitos humanos sejam investigadas, com responsabilização para aqueles que revelam ou estimulam a prática desses crimes e reparação das vítimas desses atos”, afirmou.

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