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É pecado o casal cristão casado assistir filme pornô?


Desde o ano 2000 escrevo inúmeros artigos em meu site que tem o intuito de esclarecer os cristãos sobre aquilo que é ou não é pecado, indo além de apenas condenar pessoas e comportamentos em nome dos manuais de “boa conduta cristã”, de “doutrinas” de diferentes igrejas, com seus costumes que mudam de 20 em 20 anos, e que, para completar, ainda diferem para outras igrejas até mesmo de seus próprios ministérios! Se somos cristãos reformados, e saímos de uma outra grande igreja por discordarmos de seus dogmas que ultrapassaram a Palavra de Deus, (razão da reforma protestante), não podemos repetir os mesmos erros, e continuar a apregoar proibições e achismos, em nome de uma pseudo-santidade. 

“E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro”. (1º Coríntios 4:6)

Como meus artigos são muito realistas, e faço questão de dar total respaldo na Palavra de Deus, as críticas e o ódio de alguns se afloram rapidamente. Só não entendo tamanha falta de tranquilidade deste tipo de cristão, se a maioria deles ensinam em suas igrejas para “entregar nossos problemas nas mãos do Senhor. Percebo que este conselho é só mesmo da boca para fora, pois sobre meus artigos me escrevem em tom de ódio, e isso em nome da santidade. Imagine se fosse por outros motivos!

“E dizem: Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. Estes são fumaça no meu nariz, um fogo que arde o dia todo”. (Isaías 65:5)
Muitas de nossas igrejas, a algumas décadas passadas, sabe-se lá o motivo, proibiam beber refrigerantes, e no entanto hoje vendem dos mais variados tipos nas cantinas de seus templos. O que aconteceu? Deus mudou de opinião e resolveu liberar os refrigerantes?! Já proibiram mascar chiclete, usar sandálias, ter tv, rádio, e muitas outras coisas. E eram disparados inúmeros trechos bíblicos referentes à santificação para apoiar estes dogmas, tais como: “Sede santo como santo é o nosso Deus(Lv 19:2)….“Tudo vos é lícito mas nem tudo me convém” (1º Cor. 6:12)….e muitos outros versículos que os legalistas usavam (e ainda usam) para argumentarem do porque algumas coisas eram “pecado”.

“Fostes comprados por bom preço. Não vos façais escravos dos homens”. (1º Coríntios 7:23) 

O interessante com muitos destes amados irmãos é que eles tem o raciocínio bem lógico e indagador quando supomos, a nível de exemplo, que alguma outra coisa seja pecado. Vejamos: se você disser a um deles: “Usar camisa azul é pecado”. De imediato, claro, ele te indagará: “-Porque usar camisa de cor azul é pecado? Qual o problema??” Ou seja, como a igreja dele não proíbe isso (e dificilmente alguma proibirá, pois é só um exemplo) ele não só manifestará um raciocínio óbvio, como irá esboçar um sorriso debochado, ao perguntar qual o pecado em usar a tal camisa. Muitas doutrinas da igreja dele são exatamente iguais a proibição da camisa azul, mas ele jamais irá questionar. Nunca! Muito pelo contrário, defenderá a unhas e dentes. É pecado e acabou!

“Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas”. (Marcos 7:1-8)

Muitos cristão são mais dominados pelo medo, pelas palavra de ameaças espirituais de alguns “pregadores avivalistas”, do que pelo sincero propósito de servir a Deus, e adorá-lo em espírito e em verdade. Como muitos destes preletores berram no microfone que “ai daqueles” que estiverem “de qualquer maneira”, (e o medo parece ser a melhor arma para controlar a “massa de manobra” – o povão), a maioria opta por se submeter aquilo que foi dito que é pecado. A expressão “de qualquer maneira”, usada por estes “santarrões”, refere-se não aquele que desobedece a bíblia, mas ao que não acredita nas “doutrinas” da igreja dele. Geralmente condena-se mais as pessoas por quebra de estatuto interno do que por desobediência à Palavra de Deus. E nesta diretriz muitas igrejas deixam de ensinar a verdadeira conversão de caráter, ensinando apenas as pessoas a se converterem para a religião.

“Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, engana o seu coração, a sua religião é vã”. (Tiago 1:26)
O sexo é uma área delicada, íntima, que diz respeito somente ao casal e a Deus. Como muitos evangélicos só vêem gravidade de pecado quando se trata da área sexual, a grande maioria opta por condenar até um beijo na boca mais demorado entre um casal casado, e vociferam suas frases: “É uma pouca vergonha”….“É uma safadeza”…, etc, e outras expressões que condenam quem admite que faz algo além do “normal”. Mentir, fazer fofoca, prejudicar colegas de trabalho, passar cheques sem fundo, não pagar funcionários, são pecados perdoados, tolerados por muitas igrejas. Mas no que diz respeito ao sexo, para estes, 99% das coisas que se faz é a mais pura “sujeira do demônio”.

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe”. (1º Timóteo 6:3)
Não é difícil encontrar casais, membros de igrejas em locais situados no interior do estado, que tem relações sexuais de luz apagada, sem sair debaixo dos lençóis, sem tirar totalmente as roupas, etc, por medo de estarem “desagradando a  Deus” naquele “momento sujo”. É muito difícil decodificar da mente destas pessoas a diferença entre sexo e pecado. Em uma de nossas igrejas, no interior, conhecemos um casal que confessaram ter feito buracos nos cobertores para ter seus momentos de intimidade. Uma pena, já que estavam casados a mais de 10 anos.

Como o meu artigo sobre sexo oral recebeu milhões de visitas, (número de visitas em meus blogs e outros sites) não foram poucos os emails que recebi com perguntas sobre os filmes eróticos para assistir com o cônjuge. Em primeiro lugar, quando as pessoas escrevem estas perguntas, elas já assistiram a um caminhão destes filmes. Gostam, se divertem, e depois vem o sentimento de condenação, de culpa, pelo que os outros falam, ou, como já são acostumados a quase tudo ser pecado, de antemão já se sentem “filhos do demônio”. E se ainda não assistiram, estão com uma vontade incrível de ver, que mesmo que você fale 50 mil vezes para não ver, de nada adiantará. Eles vão assistir. Ainda mais agora que inúmeros sites disponibilizam estes filmes, dificilmente algum casal já não tenha assistido.

Aí deixam de participar da Santa Ceia, não se sentem “preparados” para fazer alguma coisa na igreja, e se acham “fracos” espiritualmente. O apóstolo Paulo orienta a nos auto-examinar, e não nos auto-condenar. E, após o auto-exame, ordena que coma do pão e baba do cálice. Confira: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. (1º Coríntios 11:28) Até mesmo o fato de você reconhecer um suposto ‘erro’ na sua vida é sinal que Deus te tocou e você precisa de comunhão, e deve ir para a sua ceia! Percebeu como o sentimento de condenação cega as pessoas até para o que a Palavra de Deus nos ensina?! Se é justamente o Senhor que nos ensina o perdão, que nos perdoa, e nos redime pelo Sangue de Jesus derramado lá na cruz, as pessoas se privam, e se condenam, por bobagens! 

O problema dos filmes é quando um não gosta. Muitas vezes a esposa, ao ver o marido com olhos bem abertos olhando mulheres exageradamente sensuais, apela para apregoar o “pecado” do marido em querer ver “aquelas coisas”. Percebemos claramente isso nos aconselhamentos a casais que abordam o assunto. O mesmo pecado ela não evita, quando vê na rua, em um supermercado, ou na novela preferida, um homem sem camisa, de corpo “sarado”, em imagens que despertam os mesmos sentimentos. Como não é tão explícita como em um filme pornográfico, o pecado fica por conta da imaginação feminina. Filmes pornográficos não existiam nos tempos bíblicos, mas os graves pecados existiam! Traições, mentiras, falsos casamentos, etc, etc, etc…

Jamais irei aconselhar ninguém a assistir filmes pornôs como meio para apimentar relações. (Até porque existe uma enorme diferença entre um filme basicamente erótico e um filme pornô de 5ª categoria). Se um casal enfrenta problemas que os afasta um do outro, devem recorrer, em primeiro lugar, a muita oração, jejum, conselho pastoral, pois o que o inimigo mais quer é vê-los infelizes, destruídos. E não é um filme, uma novela, um jantar, rosas, presentes, que será a solução. A raiz de muitos destes problemas são espirituais. E depois sim, com uma busca sincera a Deus, óbvio, muito carinho, presentes, jantares, servem de complemento aquilo que Deus já está abençoando. Não adianta a esposa contar mil mentiras e pedir para o esposo confiar nela e deixar de ser ciumento. Não adianta o esposo ter caso com a vizinha, funcionária, e desejar que a esposa seja uma bênção. 

As pessoas querem fazer Deus funcionar dentro de situações pecaminosas que elas criaram, e colocar a culpa em um filme erótico. O pecado não está em fatores externos. Sodoma e Gomorra eram cidades terríveis no pecado, e no entanto não existia televisão nem filmes. Pense no seu casamento quando mentir, furtar, usar de má fé, tentar subornar um policial devido aos documentos estarem atrasados. Pense no seu casamento quando ultrapassar o sinal vermelho, quando mentir para a empregada dizendo que está “sem dinheiro”, quando atropelar e não socorrer, enfim, se seria justo se fizesse com você o que você faz com os outros. Tudo o que o homem semear, isso também colherá. (Gálatas 6:7) Como você pode ser uma bênção em sua casa, e ser um incrédulo no seu trabalho ou no trânsito?!

Um dos grandes problemas em muitos cristãos é o exagero, aquilo que se transforma em vício. Há pessoas ansiosas demais, que exageram nas coisas que fazem, daí quando enfrentam um determinado problema, atribuem a culpa a um fator isoladamente. Vício de chocolate também não seria um pecado? O vício em café não seria um pecado?? A glutonaria não é um pecado?? Alguém já pregou sobre isso? Aonde?? Quando?! O apóstolo Paulo nos ensina que TUDO nos é lícito, mas nem tudo convém. Tudo nos é lícito, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (1º Cor. 6:12) Observou como a Palavra de Deus fala conosco?! Está muito claro! “…não me deixarei dominar por nenhuma delas…” 

Há irmãos que experimentam um pouco de liberdade, e viciam em práticas que se tornam pecado para ele, não pelo objeto em si, mas pelo que ele faz. Uma faca serve para descascar uma laranja como serve para matar alguém nas mãos de um homicida. Ou seja, você pode ter uma faca em casa, não é pecado. Mas se o seu coração for pecaminoso, até ter uma pedra, ou um pedaço de madeira, vai ser pecado.

Em questões pessoais Deus não trabalha com uma regra moral coletiva. Para uns pode ser bom, mas para outros, melhor evitar. Ao jovem rico Jesus disse para vender tudo o que tinha e doar ao pobres porque o coração dele estava na riqueza. Mas não fez o mesmo com outros ricos.

“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno”. (Mateus 5.29) – Nesta palavra o Senhor deixa claro, quando afirma: “SE…” Estas pequenas duas letras denotam a forma condicional a situação pessoal. (“…o teu olho…”)

No versículo acima, o Senhor Jesus não ensina a auto-mutilação, pois somos templos do Senhor. Mas nos ensina que se algo nos tira da comunhão com Ele, para evitarmos, arrancarmos de diante de nossos olhos. Seja a riqueza, vícios, palavras, atitudes, etc. A grande maioria dos cristãos apenas veem como pecado os atos sexuais, e esquecem de muitas outras coisas que também lhes tira a salvação. Não adianta querer ser um “santo” no que diz respeito a sexo, e não amar ao próximo, não ajudar a quem precisa, caluniar irmãos, ter o coração cheio de desejo de vingança, e querer pular todos os outros mandamentos do Senhor, e estufar o peito dizendo que “não assiste estas coisas”. Muitos que falam desta forma, estão precisando se converter em várias áreas de suas vidas.

“Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão”. (Salmo 32:9)

Denis de Oliveira é pastor da Assembleia de Deus, Ministério Poder de Deus, RJ

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