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Deputado diz que Doria foi infeliz ao defender expulsão de Aécio Neves

O deputado federal Domingos Sávio, do PSDB de Minas Gerais, considera uma “infelicidade” o posicionamento do governador de São Paulo, João Doria, de pedir a expulsão do deputado Aécio Neves da legenda. Embora não seja novidade, a discussão sobre o afastamento do mineiro ganhou novos contornos na última semana, quando Doria defendeu publicamente o desligamento do deputado. No geral, o governador, assim como outros membros do PSDB, entende que as investigações sobre a conduta do parlamentar são suficientes para embasar o afastamento. No entanto, para Sávio, o julgamento é precipitado e até desumano. “O partido se reuniu, foi o conjunto do partido, e por ampla maioria decidiu basicamente que o deputado federal Aécio Neves responde a processos, mas não é condenado em nenhum processo. Não seria não só falta de ética [a expulsão], seria falta de humanidade pegar alguém que tem uma história e no momento em que a Justiça está analisando [as acusações] você antecipar uma condenação”, afirmou o parlamentar durante em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

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Domingos Sávio entende que Aécio Neves deve prestar esclarecimentos à Justiça e também à sociedade, mas não pode ser punido antecipadamente. “Houve uma infelicidade do governador João Doria de achar que já tem que punir o Aécio antes de ser julgado, o Aécio tem que dar uma resposta para a Justiça e toda a sociedade. Se a Justiça é lenta acaba sendo uma responsabilidade do Judiciário, precisávamos ter uma resposta mais rápida”, disse. O parlamentar citou como exemplo de vítima do pré-julgamento o ex-governador Geraldo Alckmin, que foi absolvido, nesta semana, de acusações de supostas fraudes em contratos assinados para a construção dos trechos Leste e Sul do Rodoanel. Segundo o deputado, embora inocente, Alckmin já pagou um “preço altíssimo” tendo o seu desempenho prejudicado nas eleições anteriores.

‘Racha’ no PSDB

Ao ser questionado sobre uma possível “racha” para a escolha do novo presidente do partido, Domingos Sávio minimizou as discordâncias e assegurou a manutenção de Bruno Araújo à frente da legenda. Segundo o deputado, o PSDB tem um dever com o país e as divergências surgem, justamente, por ser um partido nacional que não tem um dono, não uma “sigla de aluguel”. “As divergências fazem parte da vida democrática e o PSDB deve ter autocrítica que o partido tem problemas internos. Dessa história toda o erro foi fazer uma discussão externa. A imprensa conduziu o papel da forma absolutamente correta, o que está errado são as pessoas vazarem um debate interno. Temos nossos problemas, mas temos virtude e temos o que oferecer ao Brasil. Essa união de 100% dos diretórios mostra que o PSDB está preparado para oferecer bons nomes para 2022”, sinalizou, citando nota divulgada nesta quarta-feira, 10, em apoio a permanência de Bruno Araújo como presidente da legenda. Ao todo, 26 diretórios estaduais assim o documento, assim como por membros da bancada do partido no Congresso Nacional.

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