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Defensor de imigração e União Europeia é eleito novo líder do partido de Merkel na Alemanha – BBC News Brasil

16 janeiro 2021

Armin Laschet em conferência da CDU

Legenda da foto,

Centrista Armin Laschet aparece agora em boa posição para suceder Angela Merkel como chanceler da Alemanha

O político centrista Armin Laschet foi eleito neste sábado (16) líder dos Democratas Cristãos da Alemanha (CDU), partido da chanceler Angela Merkel.

Laschet, que governa o estado da Renânia do Norte-Vestfália, derrotou dois rivais durante uma conferência virtual realizada pelo partido.

Ele agora está em boa posição na corrida para suceder Merkel quando ela deixar o cargo de chanceler da Alemanha em setembro, após 16 anos comandando o país.

Mas ele enfrenta uma profunda mudança no cenário político alemão em meio à pandemia de Covid.

Laschet, 59, derrotou o empresário conservador Friedrich Merz em segundo turno por 521 votos a 466. Um terceiro candidato, Norbert Röttgen, foi eliminado no turno anterior.

Ele substitui na liderança do partido Annegret Kramp-Karrenbauer, que não conseguiu se manter como sucessora nomeada de Merkel desde que assumiu o cargo, há mais de dois anos.

A Alemanha vai às urnas em setembro. Ser líder da CDU não garante uma candidatura pelo partido ao cargo de chanceler.

O ministro da Saúde Jens Spahn e Markus Söder, líder do CSU, partido aliado ao CDU na Bavária, também poderiam entrar no corrida, embora nenhum dos dois tenha confirmado ainda querer o cargo.

A decisão final acontecerá ainda no primeiro semestre.

Laschet é um apoiador leal de Merkel e disse durante a campanha que uma mudança de direção do partido “enviaria um sinal errado”.

“Quero fazer de tudo para que possamos ficar juntos neste ano (…) e depois garantir que o próximo chanceler nas eleições federais seja da coligação [CDU / CSU].”

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Pró-Imigração e União Europeia Leia a análise de Jenny Hill, correspondente da BBC News em Berlim

Armin Laschet é um sujeito baixinho e bem-humorado. Premiê popular do estado mais populoso da Alemanha, a Renânia do Norte-Vestfália, ele costuma se lançar com gosto nas tradicionais celebrações do carnaval local.

Ele se autodenomina um candidato de continuidade e, pelo menos por um tempo, foi considerado o preferido de Angela Merkel. Ele defendeu a posição dela durante a crise de refugiados de 2015 e é conhecido por sua política liberal, paixão pela União Europeia e capacidade de se conectar com as comunidades de imigrantes que vivem no país.

Mas seu pedido por um relaxamento precoce das restrições da Covid no primeiro semestre de 2020 surpreendeu muitos e supostamente enfureceu Merkel. Desde então, ele recuou dessa posição, mas teve que trabalhar para reparar os danos à sua credibilidade política.

A grande questão agora é se o partido CDU o colocará como candidato a chanceler nas eleições gerais de setembro.

Acredita-se que o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn – que apoiou Laschet em sua candidatura à liderança – tenha ambições para a chancelaria. E pesquisas de opinião recentes sugerem que o primeiro-ministro bávaro, Markus Söder, também seria uma escolha popular.

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