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Brasil tem crescimento de crianças entre 6 e 7 anos não alfabetizadas

(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 03 de novembro de 2020 Alunos assistem a aula na escola Milton da Silva Rodrigues, em meio à pandemia do novo coronavírus COVID-19, em São Paulo, Brasil, no primeiro dia de retorno aos alunos do ensino médio aulas no estado de São Paulo.

(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 03 de novembro de 2020 Alunos assistem a aula na escola Milton da Silva Rodrigues, em meio à pandemia do novo coronavírus COVID-19, em São Paulo, Brasil, no primeiro dia de retorno aos alunos do ensino médio aulas no estado de São Paulo. (NELSON ALMEIDA/AFP)

O número de crianças brasileiras entre 6 e 7 anos que não sabem ler nem escrever subiu 66% durante a pandemia de covid-19, segundo nota técnica da ONG Todos Pela Educação publicada nesta terça-feira (8).

Dados compilados pela ONG, com base em informações oficiais do instituto brasileiro de estatística, mostram que em 2021, 40,8% das crianças nessa faixa etária não eram alfabetizadas.

Esse é o maior percentual registrado no Brasil desde 2012, quando esse indicador começou a ser registrado. No total, o número de crianças nessa situação passou de 1,4 milhão em 2019 para 2,4 milhões no ano passado, quando milhões deixaram de frequentar as aulas presenciais diárias devido às restrições sanitárias para conter o avanço do novo coronavírus.

O Todos Pela Educação descreveu como “preocupantes” os desafios da educação pública no Brasil devido à pandemia. A ONG ressaltou que o crescimento do número de crianças não alfabetizadas em idade precoce aumenta o risco de abandono escolar no maior país da América Latina.

“Precisamos urgentemente de políticas consistentes para a retomada das aulas, para que essas crianças tenham condições de serem alfabetizadas e sigam estudando. É inadmissível retrocedermos em níveis de alfabetização e escolaridade”, disse em nota Gabriel Côrrea, líder de políticas educacionais do Todos Pela Educação.

O impacto da pandemia na aprendizagem atingiu mais fortemente as crianças mais pobres e também aprofundou as desigualdades entre crianças brancas em comparação com negras, destaca o relatório.

Enquanto esta última registrou taxas de analfabetismo de 47% e 44%, respectivamente, no caso das crianças brancas, 35% não sabiam ler nem escrever.

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