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Boate de Oscar Maroni e tabacaria são fechadas em SP

Equipes de fiscalização do governo de São Paulo fecharam a boate Bahamas, em Moema, na Zona Sul da capital, de propriedade do empresário Oscar Maroni, e uma outra casa noturna, a Tabacaria Stambul, na Zona Norte, no início da madrugada desta quinta-feira (18).

Os estabelecimentos desrespeitaram as medidas restritivas determinadas para conter a disseminação do vírus da Covid. O estado está na fase vermelha, cuja etapa permite o funcionamento apenas dos serviços essenciais.

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Na boate Bahamas, 54 pessoas foram encontradas no local, dos quais oito eram frequentadores e os demais eram funcionários da boate. Ninguém usava máscara.

O empresário Oscar Maroni afirmou que o estabelecimento está em funcionamento porque não é uma casa noturna, mas sim um hotel.

Zona Norte

Na Zona Norte, a equipe flagrou 44 jovens em uma festa em uma tabacaria. Dezesseis deles estavam no local sem máscaras. A fiscalização flagrou jovens dividindo narguilés. A festa havia sido, inclusive, divulgada em redes sociais.

Nos dois casos, todas as pessoas que estavam nos estabelecimentos – proprietários, funcionários e clientes – foram levadas para uma delegacia.

Segundo as equipes de fiscalização, as duas casas noturnas devem ser autuadas e pagar multa por desrespeito às novas regras da Vigilância Sanitária.

Fiscalização interdita duas casas noturnas em SP na noite desta quarta — Foto: Divulgação

Fiscalização interdita duas casas noturnas em SP na noite desta quarta — Foto: Divulgação

Garotas de programa

O Bahamas é conhecido por ser frequentado por garotas de programa. Em 2007, a Justiça decretou a prisão do dono da boate, Oscar Maroni, sob a acusação de que ele explorava a prostituição no local. A prostituição não é crime no Brasil, mas a exploração dela é. A casa noturna ainda foi fechada pela prefeitura por causa de problemas com licenças e certificados.

Maroni sempre negou que usasse o Bahamas para explorar a prostituição. Ele ficou um mês preso até ser solto, ainda em 2007.

Em 2011, a Justiça havia condenado Maroni a 11 anos de prisão por explorar a prostituição no Bahamas. Ele não foi preso dessa vez, mas voltou a negar o crime. Em 2013, o empresário foi inocentado pelo Tribunal de Justiça (TJ) da acusação de favorecimento à prostituição.

Ainda em 2013, o Bahamas reabriu após ficar seis anos fechado. Maroni conseguiu autorização da prefeitura para que o lugar funcionasse como ‘hotel” e prestador de serviços “pessoais e estéticos”.

“Eu não sou bandido, marginal ou cafetão. O Bahamas é um bar frequentado por homens, mulheres e casais. O sabor da justiça é maravilhoso”, disse Maroni em 2013. 

Oscar Maroni, em imagem de arquivo de julho de 2009 — Foto: (Foto: Marcelo Mora / Arquivo / G1)

Oscar Maroni, em imagem de arquivo de julho de 2009 — Foto: (Foto: Marcelo Mora / Arquivo / G1)

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